PÁRA UM POUCO PARA PENSARPára um pouco para pensarImagina-te como essa criançaSã inocente e sonhadoraFecha os olhosE vê como o mundo é beloApesar de suas crueldadesAge como essa criançaQue ignorandoProblemas ou dificuldadesUltrapassando obstáculosTudo faz para vencerQue sem medosOu desconfiançasEm todos vê aliadosPara conseguirAqu ...
PÁRA UM POUCO PARA PENSAR
Pára um pouco para pensar Imagina-te como essa criança
Sã inocente e sonhadora Fecha os olhos E vê como o mundo é belo Apesar de suas crueldades
Age como essa criança Que ignorando Problemas ou dificuldades Ultrapassando obstáculos Tudo faz para vencer
Que sem medos Ou desconfianças Em todos vê aliados Para conseguir Aquilo que quer
E sempre que algo quer Pede luta pede E pede e luta e pede Até que consegue
Grita corre salta ri Parte para a descoberta Não perde uma oportunidade Está sempre a aprender E com esse desejo ardente De tudo conhecer Tudo pergunta Para tudo saber
É assim a criança
Que ainda não conhece A palavra dar E dá
Que ainda não conhece A palavra perdoar E perdoa
Que ainda não conhece A palavra amar E ama
E desconhece a palavra Convicção Mas age com convicção
E desconhece a palavra Entusiasmo Mas age com entusiasmo
E desconhece a palavra Persistência Mas age com persistência
E desconhece a palavra Desistir Mas nunca desiste
Imagina-te como essa criança Pára um pouco para pensar
AMÉRICA MEU AMOR
América meu amor Pensa um pouco comigo
Espalhaste o terror O medo e a vingança Por todo este planeta E milhões de mortos De Hiroshima a Nagasaki Da Coreia ao Vietname Do Chile à Bósnia Da Líbia à Palestina Do Irão ao Iraque
Tantos ódios semeaste
América meu amor Diz-me sinceramente
Que esperas colher Depois de tantos desastres Tanta violência Tanto sofrimento Tanta mentira E se nenhum país Pode contigo Como não hão-de surgir Terroristas Por toda a parte
América meu amor Por três mil que te mataram Juraste vingança infinita Mas se por cada dez Que tu mataste Surgisse apenas um terrorista Em breve muito em breve Terias Não duas torres Mas toda a América Destruída
América meu amor É tempo de libertares-te De todas as guerras Guerras que trazem Sempre novas guerras Sempre novas vinganças Sempre novos ódios Sempre novas misérias
América meu amor Une todo o teu povo De todas as cores E condições sociais E de forma pacífica Termina de uma vez por todas Com esse círculo vicioso De ganâncias e mentiras Violências e vinganças E sejas então Um exemplo positivo Em todo o mundo Para que prevaleça o diálogo A verdade e a solidariedade A paz e a liberdade Para que este planeta Seja um dia finalmente A terra da fraternidade
AINDA É POSSÍVEL
entre os que até hoje lutaram por um ambiente mais saudável para que as futuras gerações das crianças e de todos os seres vivos que ainda não nasceram possam viver felizes já há muitos desiludidos pois sentiram-se impotentes perante tanta atrocidade dos que só têm olhos para o seu lucro e sua estúpida ganância
aos que ainda lutam eu digo continuem a lutar aos que baixaram os braços eu digo voltem à luta e acreditem ainda é possível salvar o planeta
ainda é possível recuperar os mares ainda é possível reflorestar as florestas ainda é possível salvar muitas espécies em vias de extinção ainda é possível encher os rios de peixes ainda é possível trazer às cidades o oxigénio de volta ainda é possível ter cereais legumes e frutas em campos livres de pesticidas ou transgénicos
acreditem ainda é possível encher os nossos corações de amor
biografia: Policarpo Nóbrega
Autor de NAS ASAS DO SONHO E ABRE-TE AO MUNDO, livros de poesia, publicados em 2000 e 2005.
Co-autor do livro/colectãnea, INÊS#PEDRO#PAIXÃO#AMOR, integrado nos 650 anos da morte de Inês de Castro, onde para além de mim participam mais oito escritores nacionais.
Co-autor do volume XXXIV de Viola Delta - POEMAS SOBRE SINTRA, edições Mic.
Formado em Medicina natural, com especialização em Osteopatia, pela Escola Superior de Biologia e Saúde, Lisboa.
Apresentador de espectáculos, livros e outros eventos culturais.