Fátima Nascimento. O meu nome todo é Maria de Fátima do Nascimento Dias. Nasci em Lisboa, no dia 13 de Fevereiro de 1964, e vivi até aos 2 anos em Moscavide. Como o meu pai detestava a vida numa grande cidade, escolheu uma pequena vila no centro do país, próxima da aldeia onde viviam os pais, para trabalhar e viver. Ali, vivi a minha infância, a minh ...
Fátima Nascimento. O meu nome todo é Maria de Fátima do Nascimento Dias. Nasci em Lisboa, no dia 13 de Fevereiro de 1964, e vivi até aos 2 anos em Moscavide. Como o meu pai detestava a vida numa grande cidade, escolheu uma pequena vila no centro do país, próxima da aldeia onde viviam os pais, para trabalhar e viver. Ali, vivi a minha infância, a minha adolescência e a minha juventude. Quando entrei para a faculdade, o meu pai decidiu-se pela compra de um andar no Entroncamento, cidade onde vivo, até agora! Entrei na Universidade do Porto e depois fui para Lisboa, onde me licenciei em Línguas e Literaturas Modernas, na variante de Estudos Portugueses e Franceses e sou professora de Português e de Francês, há cerca de 20 anos... Fiz uma Pós-Graduação em Ciências Documentais, outra em Ensino do Português como Língua Estrangeira e ainda outra em Comunicação e Expressão.
Mfatimanascimentodia@sapo.pt
Rendição
Olham-se as duas opostas frentes,
Preparando as respectivas mentes,
Umas serenas, outras nervosas,
Mas dos seus ideais amorosas.
Os cavalos dos anjos da morte
Provam na batalha a sua sorte
A forte energia amontoada
Sai de cada hoste petrificada.
Essa energia sobe e avança,
De ambos os lados, com segurança,
Até que os maus espectros cinzentos
Tremem face aos acontecimentos.
As magras hostes esfomeadas,
Pelo forte amor incendiadas,
Deixam-se envolver enriquecidas,
Da luz, finalmente, merecidas.
Amanhã
O amanhã é cheio de luz,
Que substitui a fraca matéria
Toda rota e cheia de pus
E cansada de tanta miséria.
O amanhã é pura energia,
É um novo sentido na vida,
O bom rumo que sacia,
Uma verdade nunca antes tida.
Manhã Irrequieta
Os cortinados parados no tempo,
A paisagem filtrada na abertura,
Os ramos dançando ao ligeiro vento,
O som reflectindo a morna luz pura.
Os flocos de luz dançam no ar,
Ao som da desinquieta folhagem,
Finos troncos parecem murmurar,
Os segredos da infinita coragem.