TEMPO QUENTE NO DELTA DO RIO DAS PÉROLASSuspiros da maresia Voltejantes libelinhasverdes azuis e vermelhasDançarinas estonteantes Raios de luz dardejantesofuscantes e ondulantes em centelhas de harmonia José Silveirinha27 de Outubro de 2010___________________________Vagueando.E o poema escorre nas pedras de azul risonho.E eu arremesso do solum sonho de oiro.E piso o horizonte ...
TEMPO QUENTE NO DELTA DO RIO DAS PÉROLAS
Suspiros da maresia
Voltejantes libelinhas verdes azuis e vermelhas
Dançarinas estonteantes Raios de luz dardejantes ofuscantes e ondulantes
em centelhas de harmonia
José Silveirinha 27 de Outubro de 2010 ___________________________ Vagueando.
E o poema escorre nas pedras de azul risonho. E eu arremesso do sol um sonho de oiro. E piso o horizonte com harpejos felizes, E sonho com pégadas calcadas na transparência, no amor.
Espadas e cavalos cruzam-se em pontos de côr, ali. não, não ! não se riam de mim ! Pensem que as nuvens descem, E o sol sobe, e a luz vem. E tu cantas no meu coração Feito de urzes celestes.
José Silveirinha Maio 1976 ________________________
Negra é a noite, Mais negra é a morte. Negro é o mal, E negra a tristeza. Negro o sofrimento, e negra a solidão. Só os teus lábios negros Molhados de luz me alegram Ah, e também O cantar dos grilos de asas negras.
09.06.85 José Silveirinha ______________________________
biografia: José Silveirinha Nasceu em 1961 em Lisboa, Portugal Vive em Macau, China desde 1983