AlquimiasSe as vistasQue [a]visto daquiMe trouxerem o teu sorrisoMergulho nesse mar que viE sugo-te o mel que coalhaNo teu corpoÉs já um instanteQue percorroSedução e paixãoE a minha bocaUm sopro quenteAlquimia soletrada pelo chãoE lá que me encontrasEm constante agitaçãoApartei-me do meu rioE sou-te onda presaMaremoto onde aprumoA minha solidãoSou nas brumas da memóriaUm corpo sóE na ...
AlquimiasSe as vistas
Que [a]visto daqui
Me trouxerem o teu sorriso
Mergulho nesse mar que vi
E sugo-te o mel que coalha
No teu corpo
És já um instante
Que percorro
Sedução e paixão
E a minha boca
Um sopro quente
Alquimia soletrada pelo chão
E lá que me encontras
Em constante agitação
Apartei-me do meu rio
E sou-te onda presa
Maremoto onde aprumo
A minha solidão
Sou nas brumas da memória
Um corpo só
E na alma.
Todos num
Sou nos tempos idos
Um vulcão que morreu na tua mão
Vê como sangra ainda
E corre por todos os rios
Ao encontro das vestes idas
Onde o sol reparte
A melhor parte do único verão
Dou-te a minha boca
Sê tu um único trago
E sacia a minha sede
Que morre aos poucos
Num descampado
Onde se juntam as estrelas
E se arrumam outros sóis
Sem embarcação
http://novoolharomeu.blogspot.com/
EncontrosAfagam nas madrugadas
Um ventre imaculado
As tardes em que o sol
Trepa o rio
E fica do outro lado das casas
As luzes apagam-se sempre à mesma hora
Olho os reflexos na água
Que se aquieta
E se alonga num céu tingido
Onde o luar é sôfrego
Por uma noite só...
E eu ouço-te no caminhar das águas
Que correm silenciosamente
Pelo meu corpo
E as gotas ficaram paradas
Num ponto morto
Onde os meus olhos se fecham
E a tua sede
É una no meu peito
Deixa-me saber-te aí
Para um encontro
Nos sonhos
Que deixamos hà tanto tempo
Esquecidos
Vozes dos Mil e Um PoetasEncontro-te.
Poeta de mil vozes
A encantar os sonhos
Do meu imaginário
Eu, a correr pelos campos
E tu a despontar
Dos corais no meio do oceano
E ouço-as!
As vozes dos mil e um poetas
Jóias raras da cor da luz
Foi lá que me fiz
Uma e outra.
Quando me vi reflectida
Na eterna lucidez
Das águas mornas
Aquelas que enchem os rios
Do meu desassossego
E tu poeta de mil vozes
És nascente que seduz
Os olhares cativos
Alimento da alma
Que jaz em pedaços
Junto à foz
biografia:
Dolores MarquesNascida em Castro Daire, a viver em Lisboa há cerca de 40 anos. Reikiana, praticante de taichi/chikung, amante da natureza e fotografia. Publicou o seu primeiro livro de contos e poesia, 'Olhares' em 2008. Em 2009 publicou o seu segundo livro de poesia 'Subtilezas da Alma'
Participa em 3 sites de literatura. Escritares, Luso-poemas e World Art Friends
doloresmarques@gmail.com