MoteHá muitos homens que falamCoisas que não nos dizem nadaDa mesma forma que calam Outras que seriam uma alvoradaGlosas IEsta chacina tem de parar!São cada vez mais a protestarMas os culpados pouco se “ralam”Seu modo de vida é a ganância Fazem gala da sua arrogânciaHá muitos homens que falam IIÉ notícia de todos os diasTir ...
Mote
Há muitos homens que falam Coisas que não nos dizem nada Da mesma forma que calam Outras que seriam uma alvorada
Glosas I Esta chacina tem de parar! São cada vez mais a protestar Mas os culpados pouco se “ralam” Seu modo de vida é a ganância Fazem gala da sua arrogância Há muitos homens que falam II É notícia de todos os dias Tiros mortes correrias Crianças defendem-se á pedrada Enquanto os responsáveis Fazem discursos intermináveis Coisas que não nos dizem nada III Mas para eles faz sentido Sentem o dever cumprido Com as palavras que propalam Dizendo-se negociadores Daqueles tamanhos horrores Da mesma forma que calam IV Coisas que outros defendem E há muito que não entendem Esta mortandade anunciada Aos homens que estas coisas tecem Pergunto..! Porquê esquecem Outras que seriam uma alvorada
biografia: Josémanangão Identificação total com o manifesto dos \\\'Poetas del Mundo\\\' Filho de pai operário e mãe doméstica,grau de instrução primário [4ª classe]comecei a trabalhar aos dose [12] anos como moço de recados num cabeleireiro de senhoras,aprendendo aí a profissão, na qual me mantive até à idade da reforma. Devo tudo á minha profissão,ela me ensinou a ver o Mundo as suas contradições,as injustiças as desigualdades formando assim a minha consciência de classe,aminha noção de justiça, aminha revolta por ver alguns esbanjarem, aquilo que para muitos seria vital.Amante da Natureza e da Paz, cidadão do Mundo e dos Povos que o representam, solidário,com todos os explorados e injustiçados,crítico acérrimo do consumismo dos exercitos e da globalização amante da liberdade. A poesia é o meu modesto contributo para a felicidade da humanidae,o seu bem-estar social,para que todos sintam o desejo e o prazer de viver. José Manangão