Crianças sem rostoQuantas crianças no mundo esperamPelo pão da esperança,Estendendo as mãosÀ desbasta miséria, esperandoApenas dela a sua sobrevivência.Quantas são aquelas, queMorrem sem conheceremOs horizontes ofuscantes da vida?Tristes daqueles que nascemDo ventre da desgraça queTanta pobreza lhes é oferecida.Que liberda ...
Crianças sem rosto
Quantas crianças no mundo esperam Pelo pão da esperança, Estendendo as mãos À desbasta miséria, esperando Apenas dela a sua sobrevivência. Quantas são aquelas, que Morrem sem conhecerem Os horizontes ofuscantes da vida? Tristes daqueles que nascem Do ventre da desgraça que Tanta pobreza lhes é oferecida. Que liberdade é a nossa? Que deixa a morte escrever Na miséria os nomes dos pobres.
Fascinação
Que lindas! Que belas! As estrelas no céu sem fim! Olho para elas Elas para mim Que lindas! Que belas! As estrelas no céu sem fim Mas... é dia... Ah, já sei! Dormia... Sonhei... Mas... aquelas estrelas Tão lindas Tão belas Que eu vi lá nos céus... Estou a vê-las Meu amor Nos olhos teus!
Mulher
Quando me olho ao espelho Vejo o meu corpo de mulher, Tão frágil e subtil Dispo-me da beleza Cobro-me de inocência, Quero voltar a nascer Quero sentir de novo a fecundação Ignorar o preconceito, Voltar a ser um pouco de vida No teu ventre de mulher Ganhar a mesma forma Delicada, ternurenta Do teu seio que me amamenta Na forma mais sedenta O meu corpo é o teu corpo Aquele que quis ter Orgulhosamente Nasci mulher!
biografia:
Conceição Bernardino Técnica de Contabilidade, nascida a 1 de Fevereiro de 1969 na cidade do porto. Amante da escrita e das Artes. Estudante no ensino nocturno em Contabilidade e Administração. Sou amante das letras desde dos 17 anos de idade, poesia, prosa. Adoro ler, viver, o sonho constrói-nos e arrebato em mim essa beleza.
\'Alguém que vai eternizar a vida à sombra das arvores, aprendendo a ouvir os que sofrem nos murmúrios das fontes\'