DIA DA MÃEChorosos os olhos meusNa brandura do cansaço,São as saudades dos teus,Do carinho dum abraço.Longas são as tristes horasDe quem cá fica a viver.Agora, tu já não chorasDe alegria por me ver.Tuas mãos eram macias,Mas mirradas pela idade.Apesar de serem frias,Tinham calor de bondade.Quando a sorte me mandarPartir, deixar este sol ...
DIA DA MÃE
Chorosos os olhos meus
Na brandura do cansaço,
São as saudades dos teus,
Do carinho dum abraço.
Longas são as tristes horas
De quem cá fica a viver.
Agora, tu já não choras
De alegria por me ver.
Tuas mãos eram macias,
Mas mirradas pela idade.
Apesar de serem frias,
Tinham calor de bondade.
Quando a sorte me mandar
Partir, deixar este solo,
Talvez te vá encontrar
E adormecer no teu colo.
Faro, 29-04-2011 20h34
Tito Olívio
NOITE LENTA
Dentro da solidão, na noite lenta,
Sinto falta de apoio feminino:
Um ombro, onde chorar o meu destino,
Aquele colo doce, que acalenta.
Quando romper o dia, em cor magenta,
Cama vazia, a roupa em desatino,
Quem me acorda com beijo peregrino,
Me sacode a preguiça pardacenta?
Fez-se a vida madrasta, nesta sorte,
Bate à minha janela o vento norte
E ri na minha cara com desdém.
Nada em tristeza a luz da madrugada,
Ao ver minha existência amargurada
E o meu futuro, que é não ter ninguém.
Tito Olívio
Faro, 22-04-2011 00h43
Tito Olívio
CURRÍCULO
TITO OLÍVIO HENRIQUES nasceu na Freguesia de Vila Cova do Covelo, concelho
de Penalva do Castelo, distrito de Viseu, a 23 de Março de 1931.
Foi para Lisboa com 3 anos de idade, onde fez a instrução primária, o curso
liceal e a licenciatura em engenharia civil no Instituto Superior Técnico,
tendo iniciado a vida profissional em 1958, depois de ter cumprido o serviço
militar na Escola Prática de Artilharia, em Vendas Novas, e no Regimento de
Artilharia Pesada 1, em Sacavém, de onde saiu com a patente de alferes.
Desempenhou funções técnicas em diversas empresas, passando então para a
função pública. Foi engenheiro municipal nas Câmaras Municipais de Portimão
e de Silves. Actualmente está reformado como técnico superior da
Direcção-Geral dos Recursos Naturais, tendo desempenhado as funções de
Director dos Serviços Regionais de Hidráulica do Guadiana, em Faro.
Foi Professor do ensino técnico nas Escolas de Silves e de Faro, do ensino
liceal no Liceu de Faro e no Núcleo da UATI de Olhão. Foi também
administrador da CODAL - Construções para o Desenvolvimento do Algarve, S.A.
Licenciou-se em Sociologia, no Instituto Superior de Ciências de Trabalho e
da Empresa, em 1981, tendo vários trabalhos de sociologia publicados, nos
ramos da educação e da política. É membro da Associação Portuguesa de
Sociólogos e da respectiva Secção de Sociologia Política.
Vive no Algarve desde 1960, onde se dedicou à prestação de diversos serviços
graciosos, de carácter sócio-cultural, nomeadamente no Boa-Esperança
Atlético Club Portimonense, de que é sócio honorário, e na nova sede da Casa
dos Rapazes, em Faro, onde foi também membro da Direcção.
Foi Vice-presidente da Assembleia Geral do Cine-Clube de Faro, Presidente do
Sporting Club Farense, Secretário da Comissão Distrital de Árbitros de Faro,
presidiu à Comissão Administrativa do Sport Faro e Benfica, de que veio
depois a ser Presidente da Assembleia Geral. Da Associação de Xadrez de
Faro, que não chegou então a funcionar, foi o primeiro Presidente. Foi
Secretário da Delegação de Faro da Cruz Vermelha Portuguesa e responsável
pelas obras de restauro do Teatro Lethes, Presidente do Rotary Club de Faro
e Presidente da Comissão Distrital dos Serviços à Comunidade do Distrito
Rotário 196, Presidente da Direcção dos Bombeiros Voluntários de Faro,
Mesário da Santa Casa da Misericórdia de Faro e Vereador da Câmara Municipal
de Faro, onde foi Presidente da Comissão de Arte e Arqueologia e Presidente
da Comissão das Festas da Cidade. Foi o autor dos Regulamentos de Distinções
Honoríficas da Câmara Municipal de Faro, dos Bombeiros Voluntários de Faro e
dos Bombeiros Municipais de Faro, sendo também autor das medalhas das duas
primeiras entidades. Foi Secretário-Geral do Conservatório Regional do
Algarve - Maria Campina.
Iniciou a sua vida de colunista no semanário \\\'Gazeta do Sul\\\', aos 20 anos,
tendo colaborado em jornais regionais do Algarve e do Alentejo, nos diários
Correio da Manhã e Diário de Notícias. Publicou 31 livros, em verso e em
prosa, e obteve mais de uma centena de prémios literários, em Portugal e no
Brasil, tendo alguns romances inéditos. É membro da Sociedade Portuguesa de
Autores, da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, da Associação
Portuguesa de Poetas, da Varanda das Estrelícias, do CEN-Cá Estamos Nós, da
NOVAVPB, dos Confrades da Poesia e presidente da Assembleia Geral da AJEA -
Associação dos Jornalistas e Escritores do Algarve. Fez conferências,
colaborou em espectáculos poético-musicais, apresentou e prefaciou livros,
foi membro de júris de concursos literários. Tem publicado um álbum de luxo
com toda a sua obra poética [1951-2005], foi homenageado pelo Governo Civil
de Faro, Rotary Club de Faro e Clube da Simpatia. É fundador da Tertúlia da
Hélice.
É técnico-voluntário do Refúgio Aboim Ascensão.
A Cruz Vermelha Portuguesa, em 1973, agraciou-o com a Medalha de Louvor.
tito.olivio@sapo.pt