Loucura felizDois corpos que se uniram num sóDuas guitarras no mesmo tomDois malucos a empurrar um trenóFelizes e quase sem som;O respirar e o sentirDeram o mote à sensaçãoAmanhã não sei o que há de virMas aproveitámos a ocasião.Foi magia e seduçãoDesejo e vontade de estarFoi uma bela sem senãoUma hist&oacut ...
Loucura feliz
Dois corpos que se uniram num só Duas guitarras no mesmo tom Dois malucos a empurrar um trenó Felizes e quase sem som; O respirar e o sentir Deram o mote à sensação Amanhã não sei o que há de vir Mas aproveitámos a ocasião. Foi magia e sedução Desejo e vontade de estar Foi uma bela sem senão Uma história sem par! Longe estava de imaginar Que um dia seria assim Apesar de nisso acreditar Pois estou em crer que gostas de mim. Eu gosto e não tenho medo de dizer Foi esse o meu maior feito Expressar o sentimento assim Não podia ser de outro jeito. Hoje falta-me alguma coisa; Eu sei o que é mas não vou dizer Vou guardá-lo só para mim Não vá hoje o Diabo as tecer!
Declaração de Amor
Vou escrever-te uma canção. Hoje sim, parece que é o dia. O piano já toca a composição E a música traz harmonia. Levei o dia de ontem a pensar No que havia de deixar escrito Quando na realidade sei decifrar Que o que é importante é o que é dito. Sentada aqui, olho Não observo, pois não sou nenhuma cusca, Ao contrário do que alguns pensam... Ai, eu sou é uma bruxa! Por isso é bom que me temam! Bruxa com olhinhos de cetim Com lábios da cor do carmim E umas garras pouco afiadas; Que também sabem arranhar, sim E às vezes tem mesmo de ser assim Não vão enganar-nos as fadas. Escrevo-te esta canção Que não é para pedir perdão Nem tão-pouco para ser perdoada. Escrevo porque o pacotinho de açúcar pediu Escrevo porque sei que ele assim sorriu Escrevo porque estou apaixonada!
Num banco de jardim
Ao pé da minha casa Bem pertinho de mim Existe um pequeno banco de jardim; Quando nele me sento Sinto-me a flutuar É uma imensa alegria Que não consigo controlar! Este pequeno banco, Branco com corações, É o meu preferido Traz-me muitas recordações! Recordações de infância Momentos que eu vivi; Meu querido banco Nunca me esquecerei de ti! Esses braços pequenos Que lembram uma criança, Trazem à minha cabeça Uma linda lembrança. Lembranças de pequenina Que não esquecem a ninguém, Lembranças de infância Que só nos fazem bem! Na Primavera és uma flor Que acaba de nascer Primeiro é pequenina Depois acaba por crescer; No Inverno é as estrelas Que se vêem na noite fria No Verão és o sol quente Que te aquece de dia! O banco dos meus sonhos Mesmo ali à minha frente Que apesar de não ter vida Já ajudou muita gente! Num banco de jardim Mil coisas podes fazer; Pensa e sonha alto Aprende a viver!
Biografía: Ana Filipa Lourenço tem 30 anos e a paixão pela escrita acompanha-a desde os oito anos, altura em que começou a escrever as suas redacções da escola em verso. Escrevia à professora quando era pequena e, à medida que foi crescendo, foi dedicando quadras aos amigos e à família, pois era algo de que gostava muito e que lhe saía naturalmente. A poesia é uma das suas paixões, mas também escreve em prosa e gosta de escrever pequenas histórias. É professora de Inglês e de Francês há cinco anos, entrou para um grupo de teatro há quatro anos e sempre que a inspiração a chama, escreve...e é assim que se sente bem!