Poema 1 - Ninguem dentro de mim.Não quero mais ninguém dentro de mim, não tenho mais quartos vazios.Eu moro junto com todas as estrelas do firmamento.No meu coração tem o barulhar de um universo que não quer sair, Universo que vive sozinho falando baixo palavras de amor em todos osidiomas dos mundos possíveis.Saudades é você junto com todos eles no meu quarto.Que todo mundo pare de me pro ...
Poema 1 -
Ninguem dentro de mim.Não quero mais ninguém dentro de mim, não tenho mais quartos vazios.
Eu moro junto com todas as estrelas do firmamento.
No meu coração tem o barulhar de um universo que não quer sair,
Universo que vive sozinho falando baixo palavras de amor em todos os
idiomas dos mundos possíveis.
Saudades é você junto com todos eles no meu quarto.
Que todo mundo pare de me procurar!
Num dia vermelho,
Você cruzou o meu espaço e os meus tempos.
Foi como o estupor de uma luz invadindo a origem do meu olhar,
começo e o fim da confusão.
Nesse mundo velho,
que está vivo graças a quem tem ainda a coragem de se apaixonar,
não quero que ninguém mais se apaixone por mim.
Talvez, quando os olhos seus cruzarão por acaso o infinito,
você vai poder entender porque ser amado é uma grande dor às vezes.
Saudades.
Se acreditar, e se não tiver medo,
um mundo novo vai aparecer,
janelinhas com cheiro de luz,
pintando o seu olhar na cor das sementes dos desejos,
perfumando alma e o corpo todo com rosas brancas e violetas.
O estupor de um Olhar,
Entre o Nascimento e a Decomposição,
Atravessa os Meus Desejos Humanos e Divinos.
Você Amor Amores Lutas Paz Vida Morte Ausência Saudade
Sei não...
Amor, Fala
Comigo no meu Quarto Azul.
Não diga nada com medo dos sentidos,
E o teu olhar atravessará todos os desejos humanos e divinos.
Tem fogos diferentes, que não queimam a carne e se alimentam de luz.
Brilha comigo, e se não estiver com medo vai ver o começo e o fim de
tudo.
Encontrarás o olhar da natureza,
Aquela que Existe sem Precisar se Revelar,
a Mãe dos Cinco Sentidos.
Se fecho os olhos, consigo imaginar o seu vôo,
e aonde quer que você for, o meu pensamento vai te alcançar.
Como entre os aviões um passarinho,
azul da cor do céu,
cujo canto é mais alto que o barulho dos motores.
Se deito no chão, olhando por cima da minha cabeça, vejo esse pássaro
voar entre misturas de tempos e de espaços, onde a luz do infinito
absorve a noção de tempo, e deleta a escuridão de
cada instante passado, presente ou futuro.
Só Assim,
na Ausência do Antes, do Agora e do Depois,
Gosto de Lembrar de Você,
Gosto de Lembrar dos Amigos,
dos Sorrisos,
e Convidar Todos para Brincar Comigo.
Eu digo:
Lembrem de mim, quando sentir solidão no prolongamento da espera.
Lembrem que existem pessoas devoradas pela primavera.
Assistam o meu drama com luz acesa,
deixem entrar no espírito esta voz,
porque a arte fica na parte mais frágil de todos nos.
Pra você, escrevo essas palavras,
porque não tenho nada de mais precioso para oferecer.
Receba com elas todas as sensações que me penetraram alma e corpo
durante a viagem,
todos os sentidos de todos os mundos,
Como em uma paisagem
pintada
entre todos os tempos da humana razão.
Agarra pulando a mágica que transforma as gotas de água em borboletas,
bruxinhas e fadas,
E se joga no ar dentro da borbulha de luz.
E que todo mundo me perdoe, se não consegue me esquecer.
Me perdoem, se estão dormindo, e a dor dos povos humanos perturba o seu
sono através do nosso canto.
Não vou deixar você correr nenhum risco,
mas o único medo que realmente sinto,
é o perigo de não sentir mais nada.
Essa dança de sentidos,
esses cheiros de torrentes e rios de outros mundos,
onde nascem flores desconhecidas com cores diferentes e inimagináveis,
esse imenso e precioso sonho todo é...
Só pra você.
Só pra você, Bruxinha, que nesse preciso instante chegou a ser
substância da origem dos meus pensamentos.
Horizonte que me acolhe se para me expressar preciso voar.
Sonho originário e olhar da Natureza que te criou desse jeito.
Vivemos em um mundo velho,
unido só graças a quem ainda tem a coragem de se apaixonar.
Receba então todas essas cores,
Grave essa paisagem em uma moeda de 25 centavos e
Deixe-a cair no chão.
Se prepare então a acompanhar a roda gigante da piedade humana.
Abra seus olhos para não reconhecer mais nada.
E se um dia alguém de vocês procurarem por mim,
procurem nas pedras do mar,
nas mais bonitas,
eu estarei ali,
sentado sempre no mesmo lugar.
Se algum dia você, Bruxinha, procurar por mim,
Olhe pelas esquinas do céu, atrás da poeira das estrelas,
Assim vai encontrar o meu olhar.
Junte todos os sons do barulho de cada dia,
Assim vai ouvir a minha voz,
Quando estarei gritando o seu nome.
Esqueçam-me agora,
porque só assim vão me recordar para sempre.
E se sentirem saudades,
procurem minhas palavras nas pessoas,
procurem a minha luz nos povos de outras terras,
e saibam que eu não sou ninguém,
mas que o espírito que me guiou até hoje vive dentro de cada um de nós.
Agora tenho que ir,
continuar minha viagem de vendedor de brinquedos,
fabricar estrelas e sonhos sem preço fixo.
Tem muita gente esperando realizar sonhos organizados,
pelos quais todo mundo teve que pagar um preço fixo.
Eu invento brinquedos, acendo estrelas.
Justo ou errado pode ser julgado só de dentro do seu coração,
Como uma luz dentro de um poço profundo, olhando fixo para o céu.
Enfim...
Eu sou Água, Terra, Fogo e Ar.
Eu sou o Nada porque ele é Começo e Fim de Tudo.
Eu sou Jujuba e Solidão,
Não sou Ninguém, mas como alguém disse um tempo, tenho dentro de mim
todos os sonhos dos seres humanos.
Não esqueçam sonhos, sonidos, perfumes, luzes, cores ou estrelas perto
do meu recordo, porque entrariam espontaneamente a fazer parte daquela
banda de malucos que habita o meu estranho coração.
Não sou ninguém,
mas um dia eu vou abrir a porta desse estranho parque vagabundo que bate
no meu peito,
e junto a todas as pessoas que vão sair de lá:
Eu vou Esperar Você,
Sempre Lá,
Naquela Mesma Pedra,
Brincando com os anjos de quem consegue olhar mais longe de todos e do
fim.
Eu Não Te Amo, Vivo Para Ti.
Eu Não te Quero, Eu Te Invado.
Eu Não Existo Sozinho, comigo eu trago todos os sonhos dos seres
humanos.
E entre esses sonhos todos, olhando pra nós desde a sua vassourinha de
luz.
Você...
Bruxinha Azul e Preta.
Porque Luz Intensa Cega.
Poema 2 -
Historia de PiedraEstuvo aquì.
Dejò una pluma azul.
Cada dìa nacen flores en el mundo, pero también espinas.
Yo andé un dìa por ese camino, donde no hay espacio para el olvido y los
recuerdos te queman el pensamiento.
Las masas de hielo se te clavan como flechas lanzadas hacia tu propia
soledad, y no hay olvido ni sueño, ni verdad, ni melodìas. Hay sitios
que no conocen la primavera, en los que el corazòn de la tierra hiela
aunque tiemble el sol. Sòlo esas blancas colinas que separan seres y
cielos, y que derraman, por su beldad,
lagrimas de tierra en el mar.
Todo eso es armonìa.
Hace tiempo que la Piedra esconde aquì un secreto, se lo contaron los
dioses un dìa, después de dejarle su condena eterna:
- Hermana piedra, tù veràs los pasos de todo hombre, todas las miradas
imprimirse en el aire y desvanecerse como un rostro de mujer mirando sus
manos. Y las quimeras y las monedas, y las mentiras y las muñecas. Y la
verdad y la pobreza, y la acritud y las riquezas.
-Tù veràs, hermana. Esta es tu condena. Sin ojos para que no se te
cierren,
y sin manos para que no deseen.
Mucho es mentira en este mundo, por eso te hago de piedra. Y recuerda,
amiga, todas lar miradas, ve sacando los recuerdos escondidos detrás de
la luna. Olvida la suerte, ella nace muy deprisa, y muy deprisa muere.
Elige por compañera a tu cintura y espera en la morena cabellera. Un
dìa, la vida de la humanidad acabarà, y entonces yo te plasmaré
despierta. Te donaré ojos para ver y voz para cantar. Y te enseñaré a
volar! Tu alma pesada ha vivido una estaciòn muy seca, y ya es tiempo
de.ligereza.
Ya has visto, hermana, a qué te llevan las ciencias,
ya has perdido la sed de conoscenza.
No te hace falta nada ahora, se ha liberado el pensamiento del hombre y
sòlo queda pensar
al valor de otra mano, segura de que hay que echar a andar.
Levàntense, acantilados, y nos muestren su cara.
Veréis un dìa allà arriba una flecha azul,
ahora pasa ya otro tiempo, corre màs despacio la manecilla,
El pajaro estuvo aquì, hermana piedra, ya es hora.
Arriba riela la luna y ya no hiela màs la tierra.
Sembradora nueva, descalza y pura,
¡levantate y anda!
Poema 3 -
Tu [a un amico]Atardecìa.
[No es nada, vaya, no es nada! Espera, que luego pasa. Ya veràs que
pasarà!]
Extranjeros...
[Pero, quién es el extranjero aqui?]
Hay voces por todas partes y cruzan mis pensamientos.
Yo no entiendo el idioma.
[Y ahora qué hago? Donde voy? Quién es ahì?]
Hay sitios en los que no existe un paìs, en los que no se puede
hablar de Italia, de España o de Francia, porque no tendrìa sentido.
Yo vivì allà.
Puede que se nos sienta extranjeros incluso hacia nosotros mismos,
y que todos los que nos rodean no nos inspiren màs que piedad.
Yo os soy extranjero, lo veis no?
[Mùsica maestro, mùsica por mi cuarto!]
Cuando me pidieron: 'Quieres subir a mi cuarto?' yo no sabìa que se
habrìa acabado asì.
Tù.
A veces, incluso cuando llueve, no queremos sol; otras ,en cambio,
buscamos lunas de dìa.
Se nos encontra a menudo por esas plazas alumbradas, sentados en las
esquinas sin luz, a esperar la primavera.
[Desde aqui, decimos, se ve mejor!]
Pero la verdad es que nadie nos llama y, aunque nos llamasen,
muchas veces estoy seguro de que no podrìamos oìr. No es siempre posible
comunicar desde y hacia mundos y muy pocas personas logran oìr a Los
Muertos.
Huìmos en el humo de nuestros sueños y tomamos un agua santa que nos
lleva consigo hacia la soledad.
[Qué es la verdad? y la ilusiòn en cambio? Prefiero elegir segùn los
momentos la perspectiva mejor.]
- Amigos, alguien otro naciò en seguida bajo nuestra misma
costelaciòn.
Él no lo sabìa pero lleva consigo nuestra misma condena y yo tengo
ahora que contarle todo:
'HERMANO, en el mundo hay un pueblo escondido, hombres que viven
como antiguos caballeros buscando a su dama.
Estos hombres no tienen nacionalidad sino un intento por cumplir, una
misiòn. Lo malo es que ninguno de estos hombres conoce su objeto, y eso
les obliga a buscar propio lo que deben buscar, porque ninguno de ellos
lo sabe.
No saben dònde, no saben còmo, no saben por qué.
Alguien quiso un dìa que existiesen las reglas, y nos dio por
primera la que reglas, para este primer mundo, no hay.
Él nos entregò los corazones y, como los habìa de diferente natura,
tuvo que dividirlos y repartirlos sin criterio, al azar, entre todo
hombre.
A los de ese pueblo tocò lo màs raro, el corazòn màs grande, donde
cabìan màs sentimientos, màs emociones, y donde habìa también màs
espacio para contenir el dolor.
Él dijo: no te preocupes, hermano, por la ley que anula los
opuestos,
los que han sido un dìa dolores, se cambiaràn mañana en cristales de
felicidad; màs te fue amiga la soledad, màs luminosa serà la estrella
que te despiertarà cada dìa de tu cama y, por fin, mas noble habrà
sido lo que elejiste como el objeto de tu busqueda, màs palmeras tendràs
en tu jardin de rosas frente al mar.
Pobres no son los que tienen poco, sino los que desean mucho.
Hay que desear, pero todo deseo puede ser bueno o malo segùn su
natura. Se nos dijo y ahora sabemos que para los deseos màs ligeros, los
que volan hacia el cielo, hay que esperar.
Los otros deseos, los de diferente natura, de natura fisica, material,
la quantidad de esos deseos son propio los años que hay que esperar
antes de realizar los primeros.
Y no hay salida de este infierno, pero se nos dio una opciòn: podéis
decidir si vivir el infierno ahora o después, nos preguntaron, y yo dije
'ahora', porque ahora tengo màs fuerzas.
Vive querendo lo màs posible y no te pasarà nada, me digo yo, espera
el dìa en que todos los de este pueblo se encontraràn y sigue
practicando toda forma de armonìa.
Ese dìa yo tendré un sitio al lado de mis hermanos, nos escucharàn
todos cantar, y bajo el humo de un falso cigarro, nos entregaràn por fin
lo que acabaremos para siempre de soñar.
Nos lo prometo.
biografia:
Lorenzo Federico PascucciExpatriado italiano, poliglota cosmico, amante desesperado, inguaribile
romantico..
lorenzofln@hotmail.com