J. M. de Barros Dias
J. M. de Barros Dias – É Licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto (Portugal) e Doutor em Filosofia pela Universidade de Évora (Portugal).
Professor Associado da Universidade de Évora, reside em Curitiba desde início de 2012, onde é Professor na Faculdade São Braz e na Faculdade Inspirar. Colabora quinzenalmente ...
J. M. de Barros Dias
J. M. de Barros Dias – É Licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto (Portugal) e Doutor em Filosofia pela Universidade de Évora (Portugal).
Professor Associado da Universidade de Évora, reside em Curitiba desde início de 2012, onde é Professor na Faculdade São Braz e na Faculdade Inspirar. Colabora quinzenalmente no jornal eletrônico CEIRI Newspaper, de São Paulo, onde aborda temas relacionados com a Igreja Católica e o Vaticano.
É autor de doze livros e mais de cem artigos científicos nas áreas da Ética, Filosofia da Educação e Filosofia Social e Política.
Eu Queria Tanto
Eu queria tanto
ser o teu homem,
ter uma família,
um cão, talvez.
Eu queria, muito,
ir às compras,
contigo,
e cuidar das flores,
também.
Eu queria,
tanto que eu queria!,
cozinhar para ti
pratos exóticos
que aprendi a fazer,
lá, longe de ti.
Eu queria,
muito desejada,
ter a vida simples
do frentista,
do notário,
do gari, se quiseres.
Eu sonho,
bela,
ver-te acordar,
um dia,
já velhinha,
quando eu voltar
da boutique de pão
pela brisa sussurrante
da manhã.
Vê o Avião
Vê o avião!:
todos o querem
como barriga de aluguel.
Ninguém, senão tu
o pode amar
assim tanto!
Ele, amada,
voa mais do que Ícaro!
Embala-o com o carinho
que me dás,
tadinho dele,
ali sozinho!
Canta-lhe canções de ninar…
Fala-lhe de príncipes e lendas d’encantar
Tu, que és de antiga idade.
Anda, vá lá!
Ele só conhece
pilotos, mecânicos,
brutos gestores,
passageiros burgueses.
Anima-o…
Diz-lhe coisas bonitas,
mima o avião,
mulher tão boa:
diz-lhe que, nele,
eu irei até ti…
…diz-lhe isto,
por favor.
Murmura-lhe
sobre o voo dos pássaros,
seus irmãos de raça:
fala-lhe do tuiuti,
do pardal e da toutinegra,
do tucano e do melro,
e do albatroz, não esqueças:
todos voam, como ele,
como ele!, lá no céu,,,
todos eles são felizes,
todos eles, perfeitos.
Conta-lhe, bela,
coisas lindas
sobre sua silhueta de garça,
como a tua,
sobre as asas, abertas à Esperança,
como tu.
TU
Eu te vejo
gazela,
espírito,
verdade.
Em ti,
corpo,
metade de mim,
me refaço.
Assim te narro,
pele,
alma,
fogo,
tu,
toda,
tudo.
J. M. de Barros Dias