Neusa Rocha Miguel de Mendonça
Nascida em Arapongas aos 20 de outubro 1967 na cidade de Arapongas – Paraná
Atualmente morando em Marília – São Paulo, casada com o pecuarista, empresário e advogado Julio César Miguel de Mendonça.
Casei-me aos 16 anos de idade tenho dois filhos maravilhosos que são a razão do meu existir Danilo formou-se em medicina em 2011 e Bruno César também cursando medicina terceiro ano.
Sou terapeuta formada pela faculdade de Ensino Universidade Unimar de Marília – São Paulo, sou formada também Artes Plásticas e terminando Medicina da Estética em Marília – SP na Universidade de Ensino Unimar.
Escrevo poesia desde tenra idade participei de várias Antologias nacionais e internacionais.
Escrevo várias categorias, sendo que os temas que mais gosto de escrever são: romance, auto-ajuda e orações que estão inclusive no Livro Silêncio da Alma editado em 2012
Participo do Lions Clube Augustin Soliva, faço vários trabalhos de terapia ocupacional aos mais necessitados tais como idosos, crianças vitimas de violência sexual e maus tratos e usuário de drogas, soro positivo e sou voluntária no serviço de proteção aos animais abandonados, no inverno faço entregas de cobertores e sopa para os moradores de rua, em 2007 na enchente que alagou levando casas família em Palhoça – Santa Catarina, foi uma das atividades que mais marcou minha vida estive lá junto com dois caminhões que consegui arrecadando rações e água para os animais, as pessoas estavam viradas para o ser humano sobravam muitas doações do Brasil todo eu me preocupei com os animais alagados esse foi um trabalho que marcou minha vida e o corre, corre com os soros positivos tenho cinco famílias que adotei faço bingo, bazares beneficentes para comprar alimentos e medicamentos, fiquei desde os doze anos de idade dentro de uma casa para idosos por vinte anos cortando cabelos, unhas e ouvindo cada um (a) meus filhos foram criados junto comigo ajudando e hoje agradeço Deus, pois tenho muito mais que mereço ter, todos os trabalhos são feito por mim sem agregar nenhuma instituição faço por amor ao próximo
Um Poema do meu livro Silêncio da Alma
Retalhos da Alma
Restam-me apenas os fiapos, os retalhos
De minha alma, as migalhas que cai de
Uma mesa farta, as sobras, os restos
Pois, pobre estou caída na rua, nua e crua
Sinto vergonha de mim, sinto o rasgar de
Minha carne sinto o vermelho do meu rosto
Se destacar, no vazio desta vida, vida sofrida
Mas calo-me diante da realidade deste mundo
Mundo este que esvaziaste tudo de bom que
Tinha dentro de mim, dentro de minhas entranhas.
Hoje vivo a vagar pelas ruas de uma cidade que
Não existe que criei dentro de minhas ilusões
Mas parada estou, sem saber que lado seguir
Se fico estacionada no tempo ou se sigo em frente
Estou sem direção, sem um guia, sem rumo certo
Mas continuo seguindo a rota que tracei para
Minha vida, para os dias que hei de viver
Dias frios como o vagar de minhas imaginações
Como o grito parado dentro de um peito dilacerado
Resta-me apenas o amargo vazio da solidão
Onde chora minha alma, geme meu coração
Esperança, não sei, será que há!!!
Deus...
Dai-me o poder de não desanimar
De poder olhar para o futuro com alegria
De esperar todos os dias algo de bom...
Deus...
Não me deixe desistir
Levante-me os olhos para a vida,
e que ela possa me parecer linda sempre.
Deus...
Não permita que eu saia do meu caminho,
mesmo ele estando em dificuldades,
mesmo que pareça impossível chegar ao fim.
Meu querido Deus...
Não deixe que eu me esvazie,
que me sinta triste e sem coragem.
Não deixe que eu pare
diante de situações difíceis...
Que eu me distancie dos meus sonhos!
Deus...
Só o Senhor tem o poder de me iluminar,
então, faça da minha vida uma claridade plena,
faça que meu coração sinta a luz do amor,
e que eu possa dar amor ao meu irmão
sem medir esforços.
Deus meu...
Eis uma filha sua implorando ajuda,
pois sem a sua mão estendida,
nada neste mundo pode ser perfeito.
Por isso, venho aos seus pés e peço:
- Me dê a chance de acertar,
de lhe dar orgulho em ser do seu reino,
de saber o seu valor.
Deus dê-me o dom de aceitar as coisas
com sabedoria, fazer somente sua vontade
que as pessoas possam ver-me como
sou carente e triste, mas que respeite
minha tristeza, não me consolando
apenas me olhando sem questionar nada.
Deus mostre-me o caminho para a felicidade
pois me sinto fraca e infeliz, a ponto de desejar
desistir dos meus objetivos, ir para bem longe
dos que me amam verdadeiramente, e dos
que pensam me amar...
Ah! Deus dai-me a certeza que Tu me amas
me mostre o caminho da felicidade, pois
não sinto mas meus pés nesta estrada
Deus onde Tu estas longe de meu alcance!
OH! Deus não me desampare por favor
Venha ao meu encontro estou muito só.
Deus não me deixe desistir de tuas obras
por favor Deus preciso de colo...
Deus Tu és minha rocha minha fortaleza
Só tenho no nome Rocha, mas me sinto
um grão de areia .
Mas Deus
Lhe peço ainda:
- Não me deixe parar nunca, e
que minhas esperanças se renovem a cada dia!
Amém...
Boneca de Pano
Sou um trapo jogado
Remendado com fiapos
Uma boneca de pano humilhada
Pelos maltrato
Boneca que um dia foi de louça
Cheia de jóias caras
Uma deusa em forma de moça
Que hoje grita STOP para
Eu ainda estou viva
Estou caída no chão
Não sou mais aquela diva
Mas ainda tenho coração
Que bate neste descompasso
E neste grito alucinante
Peço somente um abraço
Nem que for um instante
Boneca de pano esta morrendo
Aos poucos neste abandono
Sozinha calada apenas sofrendo
Nesta tarde fria de outono.
Neusa Mendonça
Marília - SP