Valter Silva Gonçalves
Quiçá acreditasse
Acreditasse num novo dia
A mudança e o desenvolvimento
fariam parte da consciência
Ai suku yangué
Olha pelo compositor fático
Dele vieram e virão luzes!
Já se dançou a crítica
dos seus sonetos
Pelos tímpanos morrem
os seus lamentos
Vejo a vassoura
varrendo palcos
Quiçá chaves
abrirão plateias trancadas
Fruto do mistério
do outro critério
lá do outro tempo
resolvido à lápis
Por cá não se chora
putrifica-se por dentro
Amordaçados ditados
Rebeldes encarcerados
Mudanças acreditadas
Folêgos em, garrafas
Relações importadas
Crenças empacotadas
Um compasso pelo transferidor
Delineares ao criador
Valor algum ao acricultor?
Respeitassem o professor!
Capacita o novo edificador.
Acreditasse nalgum dia
África e o mundo em sintonia
O rosto inocente com alegria
Dadas as mãos por harmonia
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Era uma vez um filho bastardo de nome, Sociedade, seu pai chamava-se, Política e sua madrasta, Medea. Em tempos idos, o pai casara-se com uma mulher de valores e princípios de nome, Cultura, mulher de sofrimento e batalha. Desse relacionamento gerou-se um pródigo de nome, Proletariado. Com o tempo foram assolados por circunstâncias catastróficas e, como o gênero masculino nunca agradece, procurou consolo e amparo em outros braços e marés. Já no cônjuge, Medea, gerou um filho magno chamado, Jornalista. A nova mulher e o recém-nascido trouxeram, euforia, soluções, harmonia e péssimos hábitos à casa. Motivos mais do que suficientes para levarem as mãos, ao queixo do homem. Passava noites com insônia rememorando a sua primeira mulher, pois, idade traz experiência e juventude entusiasmo. Pensara em sua ex-mulher e seu filho, mas por ironia do destino ela casara-se com um grande homem de nome, Sabedoria. Seu filho por ele foi criado e educado. Cultura que, agora se encontrara, gerou novos filhos, gêmeos ímpares. Uma menina de nome, Arte e, um rapaz chamado, Saber. Proletariado tinha agora dois irmãos para desabafar. Confiava menos na irmã, pela tendência que, muitas raparigas têm de se apegar aos pais. Pois, no passado certos amigos do pai influenciaram na separação dos cônjuges, mas em um ele confiava, pois, era o conselheiro e patrão do seu pai. Desde que lhe foi apresentado nunca mais se esqueceu do seu nome (Lei), a apresentação ocorreu no seu primeiro mês de gestação. Passou-se algum tempo, quando a nobre família recebeu uma carta de um cavaleiro de nome, Equilíbrio, dizia ser irmão da Política e que, estava desposto a ajudar no que fosse necessário. Na carta descrevera, as razões do seu sumiço. Contava também a história romântica que teve até se casar com a mulher dos seus sonhos, a mesma sofria com os males dos seus irmãos amigos e do irmão do marido. Ela chamava-se, Natureza, era um ser único, já mais comparada ou vista em qualquer outro lugar! Na carta mencionara também alguns amigos que poderiam olhar por eles durante a sua cruzada de volta a família. Falou da Lei e, sua querida esposa, Legislação. Dos primos da referida, o Juiz e o Jurista. Frisou os jovens que, passavam a vida brigando mas, eram audazes, um deles chamava-se Direito e o outro Código Civil. Seu irmão Cartório, os mordomos chamavam-se presidentes, eram prestáveis e astutos...
Aguinaldo Gonçalves