Walter Augusto de Andrade
Walter Augusto de Andrade, brasileiro, casado, advogado, domiciliado em Caruaru, Pernambuco, Brasil. Tenho 3 (três) filhos, 8 (oito) netos. Cantor, na infância, canto, ainda, em serestas. Faço versos desde a adolescência (em especial, para a namorada/esposa) e desde criança tento tocar violão. Em outubro, fiz uma canção, em parceria com o compositor Onildo Almeida, arranjo de Carlos Firmino (a letra segue no final). Gravei um CD, com doze faixas, no início deste ano.
MEU GRANDE E VERDADEIRO AMOR
Que grande artífice foi o Criador
Ao te criar, beleza divinal!
Tirou do por do sol o esplendor,
E o conjugou com teu morno olhar!
Nas noites de verão, meu grande amor,
Já reparastes o lindo luar?
Pois a beleza sua, o Senhor,
Tirou-a toda para te doar.
Pois bem, querida! Vê o quanto és bela:
Tens a candura de um jardim em flor
E te assemelhas o mais possível a ela.
Porém, maior que todo esplendor
De uma manhã em plena primavera,
É o “MEU GRANDE E VERDADEIRO AMOR”
10.04.1958.
DEIXAREI DE TE AMAR
Quando a lua no céu já não brilhar
E quando a luz do sol não der calor
Quando uma prece feita com fervor
Não mais vier a nos acalentar
Quando o poder de Deus não mais vogar
E a natureza perder sua cor
Eu deixarei então de te amar
Pois na existência não haverá amor.
Existiria somente a maldade
A desventura e a solidão
Os desenganos a frivolidade
A amargura, a escuridão
Não haverá lugar para a saudade
Teremos pedra em vez de coração.
20.06.1958
Mais um Natal,
Um Novo Ano.
Walter Andrade
O clima é de festa, de alegria,
De sentimento, muita emoção.
Lembranças temos, quase nostalgia,
Aquele “aperto” em cada coração.
Celebra-se o Natal com euforia,
A Cristo entoamos uma canção,
Gratos a Deus pelo dia a dia,
Lhe prometemos viver em unção.
Em meio a isso a perplexidade:
Fazer o que no ano que vem ?
O mal virá, ou virá o bem ?
Entanto deparamos com a verdade:
Ficará tudo tal como convém,
Pois nada muda, não muda ninguém.
Caruaru, dezembro de 2010
ODE A CARUARU
Walter Augusto de Andrade
Mote:
Se não sou teu filho de nascença
Me considero filho de adoção
Cheguei aqui quando era criança,
Aqui vivi por todos esses anos:
Felizes uns, uns de desenganos,
De lutas todos, estudo, oração,
Trabalho, esforço, esperança,
Mas no teu progresso tendo crença,
Pois se não sou teu filho de nascença
Me considero filho de adoção
Participei, lutei, fiz aliança,
E com os amigos fiz mil planos,
Lancei sementes lá em altiplanos,
Sempre tendo-te a ti no coração.
Na vida social marquei presença,
Pois se não sou teu filho de nascença,
Me considero filho de adoção
Caruaru, maio/2010
“Bom é ser velho e viver”
Boa idade ?
Walter Augusto de Andrade
Li numa sextilha esse verso,
Que contrapõe velhice e mocidade.
Faz algum tempo já e, na verdade,
Da afirmativa eu não controverso.
Pelo contrário, eu até confesso
Que o bem viver, sem ansiedade,
Com destemor e sem perplexidade
Dá ao idoso vida de sucesso.
Pois a idade não está nos anos,
Mas no viver fazendo planos,
Tendo projetos, sem desilusão.
E sem jamais pensar nos desenganos,
Lembrando que somos humanos,
Mas temos Deus em nosso coração.
Caruaru, 27.11.2009
Música
Vivo só p’rá te amar
Walter Augusto de Andrade
Onildo Almeida
Hoje, eu acordei inspirado,
Feliz de estar ao teu lado,
Podendo te abraçar.
Fitando esses lindos olhos teus,
E dando graças a Deus,
De contigo sempre estar.
Vivendo este amor querida,
Que é tudo p’rá mim na vida,
E assim eu quero cantar,
Pois, p’rá ti fiz prosa e verso,
Nesta canção eu confesso:
Que vivo só p’rá te amar !