Almir Edson Ferreira Neves
Almir Edson Ferreira Neves (Almir Neves) – Nasceu, Trabalhou e Estudou em Catanduva – Onde cursou até o 1º ano de Letras na “Faculdade de Ciência e Letras de Catanduva”. Lá, residiu até 1991 meados de agosto. Após, radicado em Araraquara, trabalha como Servidor Público. Foi um dos membros fundadores do Grupo “Movimento Poesia de Araraquara” em 1994. Participou do Livro: Antologia 1998 - Poesias e Contos da Faculdade de Bragança Paulista, com a poesia “Humano”. Divulgou novas poesias no projeto "painel" da Biblioteca Municipal de Araraquara em 2012. Participou da Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos vol97 pela CBJE, em 2012. Agora divulga suas poesias em Antologia "Sementes de Palavras" 2013.
CIDADE: Araraquara
ESTADO: SP
DIVAGAR
O amor fica entrevado aqui, revirado.
Num chocalho de poeira pelo tempo encoberto.
Com o olhar de frente para o medo.
Descobrir-se nu, fraco e franzino.
Diante das afrontas cotidianas sem respostas.
Amor palavra esta secular de energia boca a boca,
pele, coração e alma passam de referência e solução.
Onde estás! Este soluço penso. Mas, não o alcanço.
Que escudo é este que nos protege do avanço do erro.
Vejo pessoas rolando em ribanceiras, desprotegidas.
Cadê tu! Com os teus braços longos e fortes.
Como assegurar-me de estar protegido,
nesta batalha desconhecida embora pareça desvendada?
Este turbilhão de acontecimentos sem revelação.
Portas abertas ao conhecimento falam de ti.
Rascunho, ensaio propagar-te como aprendi puro lúdico,
Mas o tormento mancha-o de sangue, lagrima emotiva.
És fonte límpida que pelo caminho banha aquele necessitado.
Por isso vejo-te turvo ou os meus olhos negam e não te alcança.
Enquanto sigo o amor agradeço e suplico
apenas fortaleça-me de inspiração para continuar o canto.
Fazer das pedras dos caminhos acalanto.
HUMANO
Vejo-te além do instinto
Descobridor deste labirinto.
Quero-te verdade-luz
compasso que o amor conduz.
Encontrar-te sábio-feliz.
Que suas mãos ofereçam
carinhos-ternura.
mesmo se for de um aprendiz.
Com a face sem couraça alguma.
Os olhares mais belos, puros.
Sejam faróis a iluminar outra distância.
Casas sem grades
e quintais sem divisas.
Que suas invenções
não roubem o presente.
Quanto cravar uma lamina no chão
escute o gemido da terra.
Quando apanhar a água com as mãos
em concha, veja a sua imagem.
Quando estiver com um ramo de hortelã
entre os dentes, sinta o seu sabor.
Que os seus pensamentos sejam cânticos
entoados no templo.
Que o seu ego purifique.
A PAZ
Tem que se querer o momento.
Tem que ser semente, arvore e fruto.
Tem que se ter consciência plena.
Ter as mãos dadas, ternas, eternas.
Ser construída com brandura.
Ser praticada em toda a sua alvura.
Ser conquistada para o bem viver.
Seja bem-vinda e capaz.
A paz no ano dois mil.
Seja sonhada em toda a sua esfera.
Passe por sobre os telhados, Países e Mares.
Que os exércitos marchem por este prisma.
Os canhões explodam em pétalas de flor.
As passeatas, os Governos sejam de amor.
Um mundo pacífico ao nascer do Sol.
A terra em harmonia ao raiar da Lua.
Seja o vislumbrar da felicidade.
O calendário marque esse dia.
A paz no ano dois mil.
Seja inocente e madura.
Seja guardada no coração de cada um.
Seja um templo sagrado.
Seja um tempo desejado
E repouse em berço esplendido.