Natanael Lima Jr
Pernambucano do Cabo de Santo Agostinho, cidade da RM do Recife e radicado em Jaboatão dos Guararapes – PE, desde 1990. É graduado em Pedagogia pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (CE), pesquisador da literatura pernambucana, poeta e editor do site literário “Domingo com Poesia”. É membro da Academia de Estudos Literários e Linguísticos de Anápolis (GO), membro fundador da Academia Cabense de Letras (PE) e membro correspondente da Academia Petropolitana de Poesia Raul de Leoni (RJ). Têm poemas publicados em diversas antologias, jornais, revistas literárias, blogs e sites de Pernambuco e de outros estados. Na Web participa do blog “Poetas da Geração 80”, editado pelo poeta pernambucano Cícero Melo, do Portal de Poesia Ibero-Americana “Poetas de A a Z”, editado pelo escritor maranhense Antonio Miranda e do Portal Literário Interpoética (PE). Editou, na década de 80, os Alternativos Poéticos “Para não nos Esquecermos” (1984) e “Só(l) de Versos” (1985). O poema “Efêmeros” foi classificado entre os cem melhores poemas do Prêmio TOC140, Poesia no Twitter da Fliporto 2010 e classificado em terceiro lugar no XXXIII Concurso Internacional Literário, categoria poesia, promovido pela Edições AG, São Paulo. Foi Jurado do “2º Prêmio Solano Trindade de Poesia Afro-Brasileira”, 2010, realização da Secretaria de Cultura e Eventos da Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes. É autor de quatro livros de poemas e o seu livro mais recente, editado pela Edições Bagaço foi “À espera do último girassol & outros poemas”. Participou como debater e expositor em diversos eventos literários do estado. Participou da coordenação executiva da I Feira Literária do Jaboatão dos Guararapes – Fliguara 2011. Idealizador do projeto de criação da Casa do Poeta Jaboatonense “Alberto da Cunha Melo” e da Mostra Literária de Escritores de Jaboatão “A Gosto pra Literatura”. Recebeu da Academia Alquimia das Letras o diploma de “Magnum Opus 2012, pelos seus relevantes serviços prestados à cultura.
INUMERÁVEIS AS NOITES
da janela do quarto
vejo a noite transfigurar-se bela
sutilmente bela
única, tímida, frágil
refletindo-se negra
alma, canção, poesia
inumeráveis as noites!
o universo se move
e as estrelas parecem imóveis
renegadas, esquecidas, abandonadas
nas madrugadas do teu corpo
inumeráveis as noites!
quis possuí-las
e as vislumbrei despidas
reveladas de corpo e alma
translúcidas vidas
inumeráveis as noites!
RUMOR DE ESTRELAS
Que céu permanece
infinito em nós?
Quem o enxerga
além da limitada vista?
Companheiros,
não se dispersem
na caminhada incerta,
permitam ascender mundos,
arrolar sonhos;
permitam ascender estrelas,
arrefecer trevas.
Companheiros,
cada instante é único
na caminhada de trôpegos e vacilantes passos.
Sutilíssima
é a existência humana,
tudo transcende
e germina.
MEU POEMA NÃO FAZ SILÊNCIO
meu poema não faz silêncio
e a ninguém cabe calá-lo
trago-o como herança no sangue
que pulsa e sangra
nos ombros do mundo
meu poema não faz silêncio
e a ninguém cabe calá-lo
trago-o como navalha que corta
o curso provinciano das horas
meu poema não faz silêncio
e a ninguém cabe calá-lo
trago-o de corpo e alma
pujante, visceral
meu poema não faz silêncio
e a ninguém cabe calá-lo
trago-o como primavera
em cada amanhecer