Michelle Franzini Zanin
Paulista de Araraquara, nasceu em 1994, é escritora e poetisa.
É membro do Núcleo Acadêmico de Letras e Artes de Buenos Aires.
É membro da Academia Araraquarense de Letras, ocupando a cadeira n°24.
É membro da AEAR.
Colunista do jornal impresso Gazeta de Américo.
Palestrante nas escolas públicas, particulares e empresas, com o tema: A importância da literatura.
Colabora com diversos veículos de comunicação impressos, mídia televisiva e eletrônicos do Brasil e do exterior.
Estudante de jornalismo.
Autora das antologias poéticas Vida. Editora Zerocriativa/2012 e Metáforas.Editora
Livre Expressão/2013.
Amor de cinema
Amor de novela
Um espetáculo a parte
Quente como o teatro
Pronto para ser vivido
Brota no peito de forma discreta
Como quem não quer nada
De repente toma conta de tudo
Só depende de mim e de ti para ser protagonizado
Sempre sonhei com este momento
Sempre quis saber o que significa afeição
Só sei que te amo
Sei que te zelo
Quero vivenciar este momento
Vamos nos despir
Deixar o amor fluir
Fazer um belo espetáculo com o intuito de ser aplaudido
Estamos escrevendo nosso destino
Vivendo uma paixão de despertar inveja na pobre Julieta
Nosso amor é intenso
Domina tudo ao redor
Ao nos beijarmos conseguimos tocar a alma um do outro
Somos uma obra á parte
Um dia iremos despertar a libido na doce menina
Vivemos intensamente
Enamorados, pois somos namorados
Queremos um amor sem consequências
Que nos ensine a superar
Vivemos um amor de juventude que mostra o quanto crescemos
Ardente como o fogo
Com o passar dos anos vai apagando sua chama, esfriando
Se tornando calmo, maduro
Já não somos mais duas crianças
Queremos companheirismo
Uma prova de que nos amamos
Não nos resta outra escolha
De forma adulta damos as mãos e decretamos o fim do primeiro ato
Mas este não é o nosso fim, somente o intervalo
Porque o espetáculo deve continuar.
Michelle F Zanin
Retrato
Não é somente um retrato, é uma marca no tempo.
É o registro de algo que ficará gravado para sempre.
Irá trazer lembranças de uma tarde de verão.
Lembrança do vento que balançava os cabelos, lembranças das risadas, lembranças carinhosas de queridos amigos.
Algo que irá resistir à morte.
Algo que será visto por pessoas que ainda não nasceram.
Um simples retrato, que irá despertar a imaginação, irá conduzir o observador a um tempo onde tudo parece ser mais simples,mais singelo.
É a prova de que ouve um passado.
É a lembrança viva de um lugar que um dia deixará de existir.
É o registro de algo que poderá virar história.
É apenas um retrato, capaz de encantar.
Um simples retrato, com a capacidade de reunir gerações que o tempo afastou.
Michelle F Zanin
Borboleta.
Voa leve como o vento, voa com alegria,
Voa como se não importasse o resto,
Mostra para o mundo a beleza contida em cores.
Voa borboleta, leva alegria para os tristes, cores para os cegos, esperança para os que não a tem.
Mostra à humanidade a simplicidade presente em ti e como a vida pode ser leve como o bater de tuas asas.
Ensina ás pessoas que mesmo nas coisas mais simples que passam despercebidas há muito que se admirar e aprender.
Mostra as coisas além das aparências e nos ensina que mesmo nos seres mais feios há beleza, basta apenas se entrega à metamorfose.
Ensina que na vida sempre existem flores mais coloridas, campos mais verdes e com paciência se consegue chegar longe.
Voa pela alma daqueles que se deixaram cegar por não perceber a luz e ensina à humanidade que, sempre, após o inverno vem o verão trazendo raios de sol.
Michelle F Zanin.