RICARDO BEZERRA nasceu no dia 20 de Agosto de 1962 em João Pessoa/PB. Filho de Aluísio Bezerra da Silva e Áurea Feitosa Bezerra.
Formou-se em Direito pela Universidade Federal da Paraíba em 1986. Advogado dos quadros do Estado da Paraíba na FUNESC – Fundação Espaço Cultural da Paraíba onde responde pela Chefia da Assessoria Jur& ...
RICARDO BEZERRA nasceu no dia 20 de Agosto de 1962 em João Pessoa/PB. Filho de Aluísio Bezerra da Silva e Áurea Feitosa Bezerra.
Formou-se em Direito pela Universidade Federal da Paraíba em 1986. Advogado dos quadros do Estado da Paraíba na FUNESC – Fundação Espaço Cultural da Paraíba onde responde pela Chefia da Assessoria Jurídica.
Sócio Efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano – Cadeira 50, Academia Paraibana de Poesia – Cadeira 01, da Academia de Letras e Artes do Nordeste – Cadeira 18 e do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica – Cadeira 06
Intensidade
Propulsão exaladora
do sentimento humano
entre corpos ardentes
do desejo íntimo.
A matéria dilacera vísceras,
no imaginário do prazer,
como um vulcão expelindo larvas
em suor ardente, escorrendo na epiderme.
Intensidade arrebatadora
dos sentimentos íntimos
expresso na verbalidade
de uma língua sedenta.
Complacência dos seres
na degustação da carne viva,
como abutres ou felinos,
sem odor, dor, mas de puro prazer.
Solidão
Solidão pesa!
Como paralelepípedo,
Encravado em montanha rochosa.
Solidão é leve!
Como uma pluma...
Solta no campo.
Solidão é companheirismo!
Como a saudade,
Logo arrebatada pelos braços de quem partiu.
Solidão é triste!
Como a lembrança de quem partiu,
Sem volta.
Solidão é depressão!
Como corpos esmagados,
Sem vida, pela dor da saudade...
Enterro do meu ser
Pobre alma... minha...
Olhar fitado
Na putrefação da matéria.
Lembranças da vida,
Outrora, da carne...
Na lápide gelada.
Muro intransponível
Do sentimento... saudade...
Despedida eterna
No adeus a quem te olha.
Filhos
Meus amores?
...são meus,
Filhos...
Alguém irá tomá-los?
........
Tempo
Vejam o tempo!!!
Não há espaço
Entre o tempo.
Há tempo...
Despedida
Despeço-me
Como se despedir
Fosse possível.
Não Há como se despedir!
Despeça-se!
Não há!.
Lágrimas
Veja-me chorar!
Não chore.
As lágrimas são minhas.
Você não chora por mim.
Irá chorar,
Um dia...
Não chore!!!
Sinta-me!
Não chore!
Estou aqui.
DOR
Minh’alma dói!
A dor consome a carne,
Genericamente,
Correndo nas veias,
Purificando a alma...
Na dor inexorável
Que mapeia
A carne quente
Deste rio fervente
Que transcorre todo meu corpo.
Minh’alma dói!
Dilacerados os membros,
A divisão do corpo
Não ameniza
A dor encravada no peito.
Minh’alma dói!
Minh’alma dói!
Castigando os sonhos,
Cansando a mente
Fatigando o corpo.
Minh’alma dói!
Morbidez lúdica do prazer
Ensine a potencia do ser,
Pelos braços quentes
Envolvendo o corpo
Latejante, ardente.
Ensine o estado do ser
Tirando a inércia do corpo
Colocando em movimento
A matéria do aluno morto.
Ensine a morbidez lúdica do prazer
Na vivacidade das células
Rejuvenescendo os sentidos
Na circulação sanguínea.
Aprenda a domar a fera
Saborear da carneficina viril
Transmitindo nas regras do suor
O magestoso momento do ser.
Amigo
Amigo!?
Conceito abstrato
na forma volúpia
de estar...
ao lado de alguém.