Parece que o livro começa mais uma vez. É um branco infinito na cabeça do poeta:
Nossa Antologia e Outras Bossas
Apresentação:
No blog a poesia começa em ordem de avesso... www.nossaantologiaeoutrasbossas.blogspot.com.br
Este é um livro sobre banalidades sobretudo de coisas em comum das quais nos humanos compartilhamos. Sem maiores pretens&otild ...
Parece que o livro começa mais uma vez. É um branco infinito na cabeça do poeta:
Nossa Antologia e Outras Bossas
Apresentação:
No blog a poesia começa em ordem de avesso... www.nossaantologiaeoutrasbossas.blogspot.com.br
Este é um livro sobre banalidades sobretudo de coisas em comum das quais nos humanos compartilhamos. Sem maiores pretensões as poesias, vide Faça, em si tentam revelar-se libertas das amarras e dos flagelos de uma sociedade que é desigual.
Um dia resolvi criar coragem, haja visto que sem ela não se é nem uma fagulha de sujeira...
Segue comentário de Lucila Nogueira: Sim, há potencial. Continuar vivendo e lendo bastante é o caminho. Um abraço.
Grato, Boa Leitura!
1-FAÇA
Faça o que faz o homem sábio ao escurecer
Faça o que faz a moça a todo amanhecer
Faça como o sol que se põe para a lua anoitecer
Faça distintamente o que sempre quis fazer
Faça sua felicidade mesmo na rotatividade
Faça-se de bem comigo por viver
Faça o que tenha dito crer
Faça o feito, ainda que com defeito
Faça com que a dor vire alegria a escorrer
Faça o coração jamais parar de bater
Faça com que Camões não acabe de escrever
Faça com que a vida não se deixe morrer
Faça com que o tempo não corra contra você
Faça do amor o Deus da vida e de cada prazer
Faça o que eu não fiz
Faça como o Arlequim e o eterno aprendiz
Faça a aquarela de giz ou de nanquim
Faça-se enigmático de fronte ao perjúrio
Faça o lúdico
Faça enigmático o que é clarividente
Faça o tambor sempre bater contente
Faça o coração sorrir sempre
Faça alguém feliz
Façamos toda a gente.
2-BRILHA
Brilham as estrelas
No clarão da lua
Brilham as sombras da sorte
As juras de amor
O jogo da sorte
Brilha o manto de um santo
Brilha a noite
Brilha o dia
O luar ao longe
A dicotomia do homem
É o eclipse ao longe
Brilha a estrela no horizonte fecundo
Brilha a poeira na curva do mundo
Brilha a aurora na tempestade da vida
Brilham seus olhos no olhar da menina
Brilham seus cabelos negros na noite ferina
Brilha o espelho na nossa imagem turva
Brilha o sol envaidecido de se pôr quando nasce a lua
Brilham as ondas do mar sucumbindo à terra
Brilham as gotas de sangue derramadas nas guerras
Brilha a traiçoeira loucura de viver
Brilha a dama da noite tal qual a lua há de ser
Viver e viver e viver
Eternamente branca a luz divina
Que eletriza nosso coração
Embalsamando eternas ilusões
Brilha o ouro da menina dos cabelos louros
Brilha a ideia do louco
Brilha até mesmo o que não deveria brilhar
Brilha o diamante dado pelo amante
Brilha a paz
O amor nessa terra
Brilha o sentimento
Brilha a brisa na constância das areias infinitas
Brilha ao longe uma luz
Um pedaço de certeza
Uma esperança
Brilha...
3-CADERNO
Meu caderno é onde me abraço
No forte braço
Amo, calo, suspiro e ardo
Os versos me suplementam
As batidas aumentam
Caderno além mar
Lindo
Inerte a decadência
de qualquer Ciência
Buscando alguma verdade
No burburinho da cidade
O mundo no papel em branco
Não há nada mais terrível que a folha
O papel em branco
Não há nada mais assustador
E escrever é santo remédio contra o tédio
Para acalmar qualquer dor
Caderno, folha, caderno
Paletó, gravata, bravata, terno
Tipo de escritor concreto
Tipo de poetisa que busca no abstrato
A concretude do fato
Fala alto no alto falante
Grita, berra, esperneia, no seio da ama anseia
O desejo de expressão
A vontade de ilusão
Potência d\'alma
Açúcar que acalma
Revela o que aclama
O desejo de quem samba
A branca folha no caderno branco do poeta queima sua alma em chamas.