Ou algo que seduz.
Pra seguir mais razão.
Busco água e bom ninho.
Reduzindo a dor.
Penso ainda em chegar.
Antes que eu me resfrie.
Numa vida melhor.
Minha busca de paz.
“A Rude Infância ”
Eu estava recordando a minha infância
Na pobreza que passei lá no sertão
Com mamãe, o papai e meus irmãos
Pobres tempos que não deixaram saudades.
A carência era tão grande me recordo
Porque éramos simples minifúndio
Na terrinha pequeninha pro sustento
Um tormento pras nossas necessidades.
O serviço de pedreiro do papai
Quando tinha e a mamãe costurava
Na hortinha, um leitão, e umas galinhas
E no frio, mal vestido, que judiava.
Essa vida era difícil e amargava
Tinha escola, mas distante da riqueza
Quase sempre o alimento escasseava
E mamãe mal podia por a mesa.
E assim muitos anos se passaram
Mas diziam, há um mundo melhor por vir
Não desmanche a confiança e estude
Só assim poderá evoluir.
Maus momentos agradeço foram escola
Que pra mim foi bom e fundamental
Para ser o que eu sou com todas as bênçãos
E sentir-me vitorioso noutro astral.
Recomendo as crianças que me ouvem
Que não passam tudo isso que passei
Aproveitem as chances boas de agora
Pro futuro ser melhor do que eu falei.
Não adianta ganhar tudo em suas mãos
E não dar valor queira ir em frente
Desenvolva, nosso mundo necessita
De cabeças que ajudem tanta gente.
Vilson Barbosa – 03/03/2010
“Princípios bons do Meu Pai”
Meu pai, eu me lembro bem
Quando eu era criancinha
Eu sentado no seu colo
Segurando as mãos minhas.
Falando-me certas coisas
Prevenindo do perigo
Ele era o meu herói
Meu companheiro e amigo.
Falava do seu trabalho
Das chances que eu ia ter
Também me dava exemplos
Caminhos a percorrer.
Com sua pouca instrução
Mas bons princípios me deu
Dizia meu filho estude
Pra não sofrer como eu.
Recriminava mentira
Dizia alheio é sagrado
Comporte-se bem sempre
Mesmo não sendo visado.
Preserve sempre teu crédito
Trabalhe, seja honesto
É o básico pra seguir
A vida te ensina o resto.
Terás muitas surpresas
Ruins e também boas
Tenha calma e mantenha
Amizade com as pessoas.
Respeito tenha e exija
São esses os conselhos meus
Também a gente precisa
Boa relação com Deus.
Obrigado meu paizinho
Pra mim foi muito importante
Seu ensino e seu carinho
Fez-me ser menos errante.
Eu aprendi esse jogo
Com sua sabedoria
A lidar com água e fogo
Na tristeza e na alegria.
Vilson Barbosa - 27/03/2010
Auto Biografia
Vilson Barbosa Costa, nascido em 29/01/1956, na cidade de Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, berço da imigração alemã e criado em Encruzilhada do Sul. Dos 2 aos 15 anos, berço da imigração Polonesa, onde começou a escrever versos em 1968, inspirado em compositores da época. Mudou-se em 04/04/1971 para Porto Alegre. Cursou dois anos de SENAI, estagiou um ano numa fábrica de armas, passou no vestibular de engenharia mecânica, mas não prosseguiu devido a forte crise financeira na família. Trabalhou como vendedor ambulante, tapeçaria de couro e 31 anos e 6meses como técnico de manutenção de aeronaves da VARIG e FAB.
Aposentou-se e sem pausa prosseguiu na mesma função noutra empresa em Belo Horizonte desde 04/04/2007 onde ainda continua. Viajou por vários Países: Estados Unidos, Alemanha ,Portugal ,Inglaterra, Espanha, Venezuela Argentina, Uruguai, Peru, Paraguai, Tailândia, Indonésia, Malásia, Itália,15 Países em todos continentes latinos e por todo Brasil.
Teve cursos de tipos e qualidades de rimas, partitura, violão e teclado mas não exercita, pois gosta mesmo de compor melodias, mas principalmente letras.
Formou uma dupla, gravou cinqüenta músicas,
mas não comercializou.
Casou em 1984, teve um casal de filhos, enviuvou em 1998, Além de livros com mais de 1800 letras, lançará livretos com seu alto repertório de anedotas e piadas, e já a caminho um livro onde conta a sua vida desde o útero até os dias de hoje.
Agradece muito a Deus e aos bons princípios legados dos seus pais.