BRINCANDO DE PLANTARVania de Castro Zamioculcas plantadas no chãoSentinela vela a aberta janelaBromélias vencem derradeiro cansaçoAcordam num jogo avermelhado de luz Brandas verdes brancas margaridasUnem pontiagudos pontos amarelosNum encontro esguio longo e beloBailam ao suave vento adormecido Espadas de São Jorge em terra úmidaOrvalhadas aos sulcos de fino musg ...
BRINCANDO DE PLANTAR
Vania de Castro
Zamioculcas plantadas no chão Sentinela vela a aberta janela Bromélias vencem derradeiro cansaço Acordam num jogo avermelhado de luz
Brandas verdes brancas margaridas Unem pontiagudos pontos amarelos Num encontro esguio longo e belo Bailam ao suave vento adormecido
Espadas de São Jorge em terra úmida Orvalhadas aos sulcos de fino musgo Tatuam rituais ao som rústico da lua E exaltam a sombra alegre dos bonsais
Ao tom lilás das flores do jacarandá-mimoso Borboleteando no macio domingo de ramos Sanhaço, sabiá, bem-te-vi, beija-flor Pousam em paz nos galhos perfumados e calmos
CHUVA
Vania de Castro
a chuva está forte fecho a janela devagar e, com vigor, os pingos invadem o quarto e cantam o hino das águas limpam a alma acalmam a fúria de corações ensandecidos desligo o rádio ouço o harmonioso som da chuva bela melodia trovões num tom grave evocam o deus dos mares abro a janela a chuva toca meu braço … Encharcadas estão as folhas verdes das árvores Doces como um beijo molhado beijo chuvoso encharcado de amor