II - Obras:Poema: Corpo OperárioCORPO GASTO,mutilado,cansado,esquálido,retesado:ser curvado. CORPO CAÌDO,submisso,debilitado,alquebrado:alvo perpétuo. CORPO USADO,encarquilhado,enferrujado,ultrajado,humilhado,encardido,defasado:mal cuidado. CORPO VELHO,ultrapassado,enrugado,desprovido,desnutrido:pelos maus tratos. CORPO CANSADO,suado,tenso,trêmulo,inquieto,desatento,passado,murcho,pândego:se ...
II - Obras:
Poema: Corpo Operário
CORPO GASTO,
mutilado, cansado, esquálido, retesado: ser curvado.
CORPO CAÌDO, submisso, debilitado, alquebrado: alvo perpétuo.
CORPO USADO, encarquilhado, enferrujado, ultrajado, humilhado, encardido, defasado: mal cuidado.
CORPO VELHO, ultrapassado, enrugado, desprovido, desnutrido: pelos maus tratos.
CORPO CANSADO, suado, tenso, trêmulo, inquieto, desatento, passado, murcho, pândego: sem vigor.
CORPO DESPIDO, desassistido, amargurado, embrutecido, desfalecido, caído, quase nu.
LIBERTO. [Poesia colocada em 1º lugar no Concurso Poesia de advogados promovido pela CAASC [OAB do Estado de Santa Catarina], categoria acadêmica em maio de 2000].
Poema: Poema em Desatino
Eu poetizo em desatino, a cada mágoa reforço a tinta, a mão recalca nas dores expostas, vou conjecturando e costurando os desamores. As vezes alienada... quiças perdida... Faço versos como se deixasse a vida moribunda, prestes à entrega fatal, definhando... cortando vínculos... excomungando os retrocessos, rejeitando o verbo polido. Ora, assumo os reveses, ora acolho o grito, única voz que sopra da emoção. Tropeço... soletro em cada signo as contradições... amores sumidos. Deixo escorrer a tinta, a mão suada reclama por tantos dissabores... continuo rabiscando, através do que restou da compaixão! Faço versos como um condenado à morte, resignado pela sua pena, ditando o sofrimento, debulhando na folha os versos, como castigo dos céus, que buscam uma explicação para esta vida efêmera!
[Poema publicado pela Revista Acadêmica nº 12 / 2010; da academia Criciumense de Letras – ACLE].
Poema: Luzes Que Se Apagam
Luzes bailam através das janelas da vida vertem pelos sulcos das frestas e nas entrâncias macabras dançam em labaredas incandescentes. Por entre túneis... desertos... crepitantes velas agonizam pedidos de socorro dissolvem-se no ar - é a