Vício Um silêncio de civilizaçãoPaira no arA angústia do semPerpassa o olhar... Sem o apito da fábricaO barulho dos carrosO som dos autofalantesO burburinho das pessoasO ranger de velhas e novas engrenagens... Um sonhado brinquedo infantilUne o antes e o agoraA calmaria do apenasBrinca de roda Apenas o balanço dos galhosO ir e vir das areiasO marulhar das águasO canto do bem-te-viO bater d ...
Vício
Um silêncio de civilização Paira no ar A angústia do sem Perpassa o olhar...
Sem o apito da fábrica O barulho dos carros O som dos autofalantes O burburinho das pessoas O ranger de velhas e novas engrenagens...
Um sonhado brinquedo infantil Une o antes e o agora A calmaria do apenas Brinca de roda
Apenas o balanço dos galhos O ir e vir das areias O marulhar das águas O canto do bem-te-vi O bater de asas do beija-flor A inquietude...
Implacável droga Dos sons Do estresse Do progresso...
Estranha paz
Mentes ensanguentadas guerreiam pela paz aniquilam sonhos destroem famílias Onde estão os filhos, noivos, maridos, irmãos jorra pelo chão um líquido escarlate alguns voltarão combalidos, mutilados, destruídos... outros lá ficarão
Que paz é essa que destrói o irmão Chega de ódio gritemos bravo para o apertar de mãos o abraço amigo o respeito à individualidade a palavra perdão
A paz pede aconchego na morada do coração.
BIOGRAFÍA: Erotildes Ribeiro Citrini [Erô] Camaquã - RS Professora da área de Letras, nascida em São Lourenço do Sul. Muito cedo começou a escrever: versos e crônicas que perderam-se em cadernos amarelados. Atuou em escolas estaduais e nas Faculdades mantidas pela FUNDASUL. Considera-se uma poeta aprendiz, nascida fora de sua época, pois o amor é seu principal assunto, embora hoje procure também enveredar por outros caminhos. Exerce o segundo mandato no exercício da presidência da Casa. Tem poemas publicados na antologia “Poesia pela paz” da CAPOCAM, no volume 5 da coletânea “Poeta, mostra tua cara” e na revista literária “Cidade da poesia”.