GariOuvi a vassouraLá fora como outroraRasque... rasque - flor secaNo cabo, o desconhecidoQue vai limpando o mundoO som some moribundo Parou... Terminou a tarefaAmanhã recomeçaRasque... rasque - o chão limpinhoDe pouquinho surge a praçaQue alegra o poetaA velha discretaO vô e a neta Quem és tu gari?És gari aquiVem, varre de mimO que de triste ...
Gari
Ouvi a vassoura Lá fora como outrora Rasque... rasque - flor seca No cabo, o desconhecido Que vai limpando o mundo O som some moribundo
Parou...
Terminou a tarefa Amanhã recomeça Rasque... rasque - o chão limpinho De pouquinho surge a praça Que alegra o poeta A velha discreta O vô e a neta
Quem és tu gari? És gari aqui Vem, varre de mim O que de triste já Senti...
Meu coração miosótis
Meu coração é simples Pode morar fora de mim, num miosótis Até ele formaria um mundo azulado Ali todos seriam bem recebidos e fraternos O aroma seria de outras flores Poderia ser de laranjeira
O balanço do miosótis Seria o embalo de sua batida cardíaca Junto com outros iguais Quando a humanidade tiver sintonia De um só coração O mundo seria uma poesia
Meu coração fala e ouve outros Tiquetaques feios e azedos Mesmo assim, ele grita e fala: - Quero viver num mundo sem misérias Sem criança com fome e frio Sem sacanagens e mentiras Sem falsos amigos Sem tanta saudade.
Ele é tão azul!
Biografía: Erenita Claro Ávila Casada, três filhos, 63 anos. Quarenta anos dedicados ao Magistério Público. Alfabetizadora, sindicalista, poetisa, professora de Português e Literatura. Artista plástica, pesquisadora da História do Município para o Curso Fundamental. Bibliotecária na E.E.E.F.Manoel da Silva Pacheco em Camaquã, é uma das coordenadoras da Semana do Livro na escola, em sua 8ª edição. Contato: [51]3671.2753