ATEMPORALCerzi meus planos ao ventoE depois fiquei assimAo relento...Qu\'é pra entenderE jamais quimeras tecerCerzi enganos no escuroE depois os espaços busqueiQu\'é pra me certificarDe em tempo algum religarCirzo então meu momento,E não o faço no escuroNem ao vento...Qu\'é pra o instante consumirE não haver o que parirCerzi... Cirzo... E sem ...
ATEMPORAL
Cerzi meus planos ao vento E depois fiquei assim Ao relento... Qu\'é pra entender E jamais quimeras tecer
Cerzi enganos no escuro E depois os espaços busquei Qu\'é pra me certificar De em tempo algum religar
Cirzo então meu momento, E não o faço no escuro Nem ao vento... Qu\'é pra o instante consumir E não haver o que parir
Cerzi... Cirzo... E sempre cerzirei Qu\'é pra regar a magia Que sôfrega,come e bebe D\'atemporal poesia...
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VELHA POESIA
Meu verso ficou em suspenso E pensei de si tão denso... Pretenso...
Meu verso ficou escondido E pensei de si renascido Contido...
Meu verso ficou enterrado E pensei de si alado... Sufocado...
E nem gritou aos sete ventos Por antes haver se partido Voado aos cacos Desmedido Perdido
E não falou seus lamentos Por temer ser ouvido Assombrado Mui sentido Aturdido
Meu verso, tolo, nem sabia... Mas jazia Debaixo d\'escombros Velha poesia...
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DEMÊNCIA
Meu verso ficou em suspenso E pensei de si tão denso... Pretenso...
Meu verso ficou escondido E pensei de si renascido Contido...
Meu verso ficou enterrado E pensei de si alado... Sufocado...
E nem gritou aos sete ventos Por antes haver se partido Voado aos cacos Desmedido Perdido
E não falou seus lamentos Por temer ser ouvido Assombrado Mui sentido Aturdido
Meu verso, tolo, nem sabia... Mas jazia Debaixo d\'escombros Velha poesia...
biografia: Marta Valéria Campos Teixeira Rocha
Nasci em Campos dos Goytacazes-Rio de Janeiro-Brasil em 1962.
Como,bebo,respiro poesia. Não fantasio amores porque amores têm que ser vividos. A cada dia sou um novo ser... Talvez por isso não me conheça...