ENTRELINHASo que n�o falosilencio, contorno -isso sim � o inquietanteo que escolho edelicadamenteseparo, empurro pro raloa� est� o cancro, o buracoo que recuso e por vontade n�o vejo - caloo obscuro que me invade - o halodo medo que mastigoe degluto em segredo angustianteESCREVENDOeu sou esse a ...
ENTRELINHAS
o que n�o falo silencio, contorno - isso sim � o inquietante
o que escolho e delicadamente separo, empurro pro ralo
a� est� o cancro, o buraco o que recuso e por vontade n�o vejo - calo
o obscuro que me invade - o halo do medo que mastigo e degluto em segredo angustiante
ESCREVENDO
eu sou esse abismo pelo qual despenco vertiginosamente unhas cravadas na parede arrancando palavras em lascas e sangue
RECEP��O
em calma aguardo e abra�o o que n�o sou eu e me faz falta
biografia: Gl�ria Lopes Nascida em 15 de agosto, dia de N.S. da Gl�ria, na cidade de Guaratinguet�-SP. Tem amor especial pelo mar e pelas montanhas, mas detesta ra�zes e ancoras. N�o tem parada fixa, j� morou em 3 Estados e sonha mudar de pa�s, pois aprende farejando ares diferentes. J� participou de diversas antologias po�ticas, mas nunca se preocupou em guardar exemplares. Abandonou a literatura e os amigos para viver outras coisas livremente. Agora refaz o caminho recolhendo os fragmentos essenciais. Os poemas bons permaneceram � espreita prontos para serem reencontrados. Os bons amigos guardaram seus melhores abra�os para o reencontro. Vive em �xtase e escreve para que seus p�s toquem o ch�o, ainda que por breves momentos. Poeta independente, edita o blog Po�tica Livre [http://glohlopes.wordpress.com]