ATO FINALHoje vou desabafarEspraiar toda paixão represadaNo meu peitoEcoar este grito contido até sePerder pelo infinitoContar das noites que te procureiEm sonhos vaziosDos dias intermináveis de sol desbotadoGritar meu desabafo! Abrir meu coração e derramar sem censuraMinha emoçãoQuero dizer que o amor que te tenhoNão é uma encenaçãoQue as tormentas da minha alma estãoSe degradandoQue ...
ATO FINALHoje vou desabafar
Espraiar toda paixão represada
No meu peito
Ecoar este grito contido até se
Perder pelo infinito
Contar das noites que te procurei
Em sonhos vazios
Dos dias intermináveis de sol desbotado
Gritar meu desabafo!
Abrir meu coração e derramar sem censura
Minha emoção
Quero dizer que o amor que te tenho
Não é uma encenação
Que as tormentas da minha alma estão
Se degradando
Que me renovo a cada dia na tua leve
Jovialidade
Porque sei
Que quando teus olhos se desviam de
Mim
Quando tuas mãos se alongam das
Minhas
O palco da minha vida torna-se irreal
Meu coração emudece
As cortinas da alegria se fecham
Como num ato final.
Teresa Improta MonnierHORAS ESCURASSão nessas horas escuras que prefiro
compactuar nossos segredos
Pois a luz do dia não se faz confiável
E nossas palavras não devem ser como
pólen a se espalhar por outras direções
Tudo o que confabulamos nas madrugadas
deve ficar adormecido para que o dia
atrevido não ouça o que proferimos
E assim...TU e EU não corremos o risco de
cairmos na conjectura de bocas infames
Nossa cumplicidade fica segredada
E quando a noite se vai...
Voltamos a ser inocentes.
Teresa Improta Monnier1372 dias
São mil trezentos e setenta e dois dias
As prímulas e as acácias amarelas
Não voltaram a florescer
E todos os 'sóis' nascentes morreram
Silenciosos a cada entardecer
As fases da lua...
Essas fizeram-se nuas ao meu ver
Mas 'aquela' estrela reluzente
Ainda brilha cordialmente
Me dando a entender que ali
Está um pouco de ti
Tenho brincado de poetar
Só para te encontrar nas linhas
E entrelinhas dessa saudade sem fim
Essas poesias que são minhas
Eternamente serão tuas
E não há uma só 'vírgula'
'Ponto' ou 'reticência'
Que não haja uma lágrima minha
A procurar por tua presença.
Teresa Improta MonnierDEUS MORTALNão te via mas te sentia
Não te tocava mas te buscava
E construía em minha mente
Tua imagem adorada
Em meus sonhos te fazia real
E neste real de fantasias
Rompia barreiras...o tempo transcendia
Te fazia imortal!
Deus único do meu templo carnal
Dissipou-se a névoa!
Te vejo...te sinto...te amo...
O sonho realizou-se!
O Deus fez-se homem
Do abstrato ao concreto
Amor real...tridimensional
Pleno...meu...total...
Deus mortal!
Teresa Improta MonnierFRAGMENTOSJá que se foi
Porque não levou...
O coração em bagaço que deixou
O olhar molhado de pranto
A alma vazia de encanto
Não devia ter deixado pedaços de mim
Fragmentos de momentos
Saudade sem fim
Deixasse ao menos escrito
Como te achar no infinito
E eu tentar prosseguir.
Teresa Improta Monnier
Biografia
Teresa Improta Monnier, nascida em 8 de fevereiro na cidade de Santo André - São Paulo e criada na capital paulista.
Formada em Pedagogia com licenciatura em Orientação Educacional.
Minhas paixões, minha filha, o mar, a noite e a poesia.
Sou coautora da Antologia Alimento da Alma vol. V.
'Minha poesia é minha biografia, pois nela descrevo passagens da minha vida'
Meu blog - poesiassimplesmenteteresa.blogspot.com
E-mail -
t.improtamonnier@hotmail.com