SOLIDARIEDADEAlguém que estende a mãoE ajuda o seu semelhanteSe o faz de coraçãoDemonstra abnegaçãoE a sua vida é abundantePõe-se no lugar do outroSensibiliza-se com a sua dorÉ gentil para com todosFazer o bem é o seu corReparte um pedaço de pãoE sente-se saciadoQuando sabe que um irmãoTambém está alimentaSocorre outrem, se caídoE lhe trata com benevolênciaOu mesmo acolhe um ferid ...
SOLIDARIEDADEAlguém que estende a mão
E ajuda o seu semelhante
Se o faz de coração
Demonstra abnegação
E a sua vida é abundante
Põe-se no lugar do outro
Sensibiliza-se com a sua dor
É gentil para com todos
Fazer o bem é o seu cor
Reparte um pedaço de pão
E sente-se saciado
Quando sabe que um irmão
Também está alimenta
Socorre outrem, se caído
E lhe trata com benevolência
Ou mesmo acolhe um ferido
Assistindo sua carência
Essa forma de se dar
Não há dinheiro que pague
Eu nem sei como explicar
Esta luz que nos invade
Tive duvidas para denominar
Gestos de tanta bondade
Mas eu já sei que nome dar
Isto é solidariedade
Pinho SannascCÂNCER SOCIALSou o retrato humano das mazelas da sociedade
Eu sou o muro pixado que não aparece no postal
Parte do daquilo que embaixo do tapete não cabe
Porquanto eu sou vil, sou escoria e sou anti social
Eu sou a sujeira que notas no teu espelho retrovisor
Enquanto tu depressa passas eu sequer sou notado
Cato lixo, cato lata, mas quem não cata sente pavor
Jogo malabares no sinal em troca de algum trocado
Eu peço, principalmente quando me aperta a fome
Na hora das refeições lá na porta dos restaurantes
Consumo crack enquanto ele o crack me consome
Sinto-me ligado e somos cúmplices, dois amantes
Eu sou o tumor crônico de uma sociedade terminal
Eu sou a ferida putrefata, sou a verdade nua e crua
Eu sou simplesmente o lodo, mais um câncer social
Eu sou a velada miséria, eu sou é o menino de rua
Pinho SannascAINDA BEM QUE EU SEI VOAREstou saindo, indo a algum lugar
Mochila nas costas e sem direção
Na minha bagagem a imaginação
E de repente noto que posso voar
Eu, que chego bem antes da flecha
E se tivesse asas, seriam de poesia?
Suscito emulação à voraz harpia
E tu pégaso, por que me invejas?
Eu, que te pareço um vagabundo?
Sou bem maior que Dédalo e Ícaro
Nem alado, tais quais os pássaros
Mas num sobrevôo admiro o mundo
Garrido, eu adejo de encontro ao sol
Fecho os olhos e vou onde eu quero
Sou lépido, sou alígero e sou prócero
Tímido ante a mim voa um rouxinol
Eu posso me lançar de arranha-céus
Despido, descalço e sem traje de herói
Volito liberto, rumo ao infinito
Ainda bem que eu sei voar!
Pinho Sannascbiografia:
Pinho SannascNascido em Salvador, BA, em 22 de fevereiro de 1980, e
viveu toda a sua vida na mesma cidade em que nasceu. É
filho de Joel Pinto Nascimento [1955-1997] e Sonia
Conceição dos Santos.
Iniciou o curso primário na Escola Nossa Senhora da
Glória, no bairro de Fazenda Grande do Retiro, Subúrbio
de Salvador, bairro onde cresceu com parte dos seus
amigos. Fez o curso ginasial no Colégio Estadual Bento
Gonçalves e concluiu no Colégio Estadual Dois de Julho,
no mesmo bairro. O segundo grau fez nos colégios
Modelo, na San Martin, e Anamélia, na Fazenda Grande do
Retiro. Durante a fase escolar, participou de movimentos
étnicos e estudantis, defendendo os seus ideais e
questionando o que considerava injusto.
A paixão por escrever adquiriu ainda criança, criando um
elo forte com a poética e a produção de textos.
Apesar de uma infância difícil, conseguiu vencer os
vários obstáculos e na sua juventude aproximou-se do
suplemento literário ARTPOESIA, onde publicou alguns
poemas, participou de Alguns concursos e eventos e também
concorreu com poesias na Câmara Municipal de Salvador.
Já adulto passou a dedicar-se a trabalhos sociais com
crianças e adolescentes, afastando-se literalmente da
poética. Atuou como comissário da Infância e Juventude em
Salvador-Ba, desenvolveu trabalhos como Orientador Social
no 'Programa Segundo Tempo' e foi Coordenador do 'Projeto
Escola Aberta' também em Salvador. Em fevereiro de 2006,
antes mesmo de completar 26 anos sofreu um grave acidente
de trânsito que o deixou com bastantes seqüelas, entre
elas a própria dificuldade de poder escrever e na busca
por reabilitação redescobre na poesia a sua antiga aliada
contra as adversidades da vida. Adotou então o pseudônimo
de 'Pinho Sannasc', com o qual passou a assinar as suas
obras literárias.
Em 2010 participou com alguns textos publicados na
Antologia 'Ecos Castroalvinos', organizada pelo Movimento
Cultural ARTPOESIA, também Publicou na Antologia 'Amor em
Verso e Prosa', organizada pelo PROJETO ALMA BRASILEIRA e
da Antologia contista 'Um dia de Esperança', igualmente
organizada pelo PROJETO ALMA BRASILEIRA com o
dignificante propósito de ajudar vitimas da chuva no
nordeste. No mesmo ano tornou-se redator correspondente
em Salvador-Ba, de uma coluna contista no periódico
jornal 'O Liberal', Laranjeiras-Se, coluna essa
denominada de 'Do Jeito que Eu Conto'.
Atualmente participa dos Recitais Promovidos pelo PROJETO
FALA ESCRITOR, cujo se tornou um dos organizadores ainda
no ano de 2010 e mantêm seus textos publicados no seu
site pessoal e no seu blog no Recanto das Letras, onde
recebe a visita de leitores e amigos.
http://www.sannasc.com/sann.ba@hotmail.com