ALMAS NUASNo lençol vi as marcas do pecadoPor uma brecha da telha que haviaUm corpo nu debruçado do meu ladoTambém já cansado em noite de orgiaE vejo duas taças vazias de vinhoEspalhadas no quarto roupas do casalConcubinos consumidos de carinhoUm apego tão lindo e sensualDuas mentes envoltas no desejoDois corpos unidos em um sóTantas palavras ditas com um beijoE os desejos cobertos de suorO ...
ALMAS NUASNo lençol vi as marcas do pecado
Por uma brecha da telha que havia
Um corpo nu debruçado do meu lado
Também já cansado em noite de orgia
E vejo duas taças vazias de vinho
Espalhadas no quarto roupas do casal
Concubinos consumidos de carinho
Um apego tão lindo e sensual
Duas mentes envoltas no desejo
Dois corpos unidos em um só
Tantas palavras ditas com um beijo
E os desejos cobertos de suor
O âmago penetrante das mãos tuas
Percorreram meus segredos desejáveis
Tabus foram quebrados , almas nuas
Que bem antes de ti eram imutáveis
Desperta agora em mim sensações
Insisto no prazer antes que passse
E todo turbilhão de emoções
Deixo transparecer em minha face
Dalvalene Santos/2010DO ANONIMATONão me fascinaram as luzes da ribalta
Nem foi a fama total busca incessante
Antes resguardei-me a mente alta
Que previne a falta ao confiante
Fiz da escolha modesta e tão simplória
Ante o foco dos flashes e holofotes
Fui traçando com rima minha história
Com versos rimados fiz os motes
Preferi as fazendas e currais
O mungido do gado na invernada
O amanhecer dos galos nos quintais
E o entardecer das conversas na calçada
Quando dei por mim tinha encenado
No teatro da vida fiz meu recital
E depois de muito ter representado
Ficar no anonimato é bem normal.
Dalvalene Santos/2011À GERAÇÃO FUTURAEscrevendo para quem fica
Também para quem critica
Por um mundo bem melhor
Onde o sangue não derrame
E o furor não se inflame
Nas entranhas do suor
Aos que criam seus sonhos
Pelos recantos tristonhos
Que minha pátria esqueceu
Filhos da desperança
Que desde muito criança
Foi negado o que era seu
Aos esquecidos fadados
Desnudos, sem agasalhos
Atirados nas sarjetas
Que o país lhe agradece
Lhe aposentando com prece
E um belo par de moletas
E para os que depois vem
Dure os anos mais de cem
Seguindo o tempo passar
Entre o que sofre e pode
No final quem mais se explode
É quem não sabe lutar.
Dalvalene Santos BIOGRAFÍA:
Maria Dalvalene dos Santos – Nascí numa pequena cidade do interior do Rio Grande do Norte, resido à mais de vinte anos na capital que é NATAL [Cidadedo Sol] ,separada, mãe de três filhos e três netos lindos. Vida minha: eterna inspiração, aposentada, trabalhei pro governo do estado na secretaria de tributação,soutécnica em contabilidade com CRC, hoje sou enfermeira para melhor servi ao irmão, passei grande parte da minha vida dedicando-me a cuidar da família, meu pai falecido muito cedo, tenho mais dez irmãos, tive que assumir em parte seu lugar como “pai de família”, visando sempre o bem estar da família e dos que sempre me procuraram em busca de algum socorro ,enquanto não completar minha missão aqui na terra levo a vida em filosofar nas mais diversificadas formas que chega em meu coração sem hora e ocasião.
mds.santos@hotmail.com