SONETO DA ETERNIDADEQue me importas sofrer tantas agruras,Se eu sei não mais terei você comigo,Deixastes-me e partistes às alturasDo destino fiseste-me um inimigo.Que importas alimentar-me de saudadesSe a solidão é a companheira inseparávelPois partistes, foi morar na eternidade.E no peito dói, esta dor irreparável.Não me engano l&aacut ...
SONETO DA ETERNIDADE
Que me importas sofrer tantas agruras,
Se eu sei não mais terei você comigo,
Deixastes-me e partistes às alturas
Do destino fiseste-me um inimigo.
Que importas alimentar-me de saudades
Se a solidão é a companheira inseparável
Pois partistes, foi morar na eternidade.
E no peito dói, esta dor irreparável.
Não me engano lá no céu, fez tua morada.
Junto aos anjos, jubilar-te ao paraíso.
Pois sei aqui te revestiu de bondade
Não me importo, sofro aqui o desalento.
Pois sei, me fez muito feliz, com seus carinhos.
E na lembrança por onde for iras comigo.
JAKSON AGUIRRE
ABANDONO
Embaixo da marquise,
De um prédio abandonado,
Olho para a rua.
Carros passam,
Com seus vidros fechados.
E eu a mercê,
Da chuva fria.
O queixo batendo,
As mãos fechadas..
Olho,
O outro lado da rua:
Restaurantes finos,
Som ao vivo.
Gente que entra faminta,
Outro sai saciado.
Uns pedem a conta,
Outros o menu.
Falam de negócios,
De como ganhar mais,
Como ficar famoso e
Sair nos jornais.
E eu aqui tremendo,
O frio e a fome corroendo.
Tento me aproximar,
Sinto o cheiro da carne.
Meu estômago quer sair pela boca,
O segurança me ameaça,
E me diz para sumir.
O cantor canta uma canção,
Que fala de justiça.
Os presentes aplaudem.
Alguns me olham na calçada,
E ignoram-me.
Não faço parte do seu mundo,
De sua sociedade.
Para eles sou vadio,
Desocupado.
Às vezes, eu penso,
Será que sou gente?
Será que existo?
Onde está a minha chance?
Aí o grito do segurança,
Expulsando-me, irado.
Então, eu volto...
Para debaixo da marquise...
Do prédio abandonado.
O frio...
A chuva...
As mãos fechadas,
Embaixo do queixo...
Do outro lado da rua,
Um cantor canta...
JAKSON AGUIRRE
POEIRAS
Não se incomode,
Quando o vento lhe trouxer poeira ao rosto.
Não desanimes,
Quando a vida lhe der algum desgosto.
Não se desespere,
Se a alegria lhe fizer chorar,
Pois quem chora de alegria,
Sente a verdadeira emoção da felicidade.
E a poeira trazida pelo vento,
Não cobre a alegria e a felicidade de ser livre.
E os desgostos da vida,
Por mais preocupantes que sejam,
Sempre será melhor do que a agonia da morte.
Jakson aguirre
biografia:
Jakson Aguirre da Silva, escritor, poeta, professor de línguas, tenho 56 anos sou casado com Maria Ilza, pai de 5 filhos e avo de 2 netos.
jaksonsilva2008@hotmail.com