AVERMELHADO E INCADESCENTE!Eita País!Verde,amarelo,azul anile branco[s] sobem ladeiras,negros tingem a raçade matizes sem igual.Eita País!.Que sobe ladeiras.Homens brazilisde braços dadosdescem as ladeirase se encontram nas rodas,de samba,de cirandas,de catiras, de decisões.Eita País!Que em rodas aprendeaos goles,a tomar decisõese cadencia os rumosde nossa terra com fé,aprendendo a ler nas ...
AVERMELHADO E INCADESCENTE!Eita País!
Verde,amarelo,azul anil
e branco[s] sobem ladeiras,
negros tingem a raça
de matizes sem igual.
Eita País!.
Que sobe ladeiras.
Homens brazilis
de braços dados
descem as ladeiras
e se encontram nas rodas,
de samba,
de cirandas,
de catiras,
de decisões.
Eita País!
Que em rodas aprende
aos goles,a tomar decisões
e cadencia os rumos
de nossa terra com fé,
aprendendo a ler
nas entrelinhas da fé
e dos ritmos inigualáveis
de tambores, sinos e louvores.
E se desnudam.
Eita País!
De rodas, ritmos e matizes.
Bebê engatinhando sob o olhar
cansado do velho mundo.
Ditando senão já,
no futuro, qual nas cheganças,
seu caminhar jovial,
vigoroso e humano.
Eita País!
Isso não se vê
no tom amarelado
de olhos puxados,
que não perde por esperar
a descida da ladeira
do Gigante bebê,
que de criança virou jovem rapaz.
Eita País!
Jovem rapaz
a convidar para dançar
o velho mundo,
no seu ritmo e com sua fé
respeitando sua cor
cheia de matizes e frescor.
Eita País!
Eita BRASIL!
Que é de tantos
e é um só.
Te amo com todo o meu ardor
avermelhado e incandescente,
tal qual o tronco
que te denominou.
CARRASCOS DA FÉ, DA LEI SEM LEI!VERGONHA,
REPÚDIO, NOJO,
REPULSA.
SENTIMENTOS
QUE BROTAM EM MIM.
MEUS SENTIMENTOS
À PINTORA DELARI
E A TANTOS ANÔNIMOS
QUE TIVERAM SUAS VIDAS
CEIFADAS PELOS CARRASCOS,
DA FÉ, DA LEI SEM LEI.
QUEM DEFINITIVAMENTE SE
AUTO-OUTORGA ESSE PODER?
QUEM REALMENTE ESTÁ POR TRÁS?
QUEM DECIDIU BATIZAR COM NOME
DEUS ESSE BONECO,
QUE BEM MANIPULADO
SERVE ESPLENDIDAMENTE
AO MANIPULADOR
DESSA IMAGEM, COM TAMANHA
DUBIEDADE DIVINAL?
E MATA EM SEU NOME??!!
A QUEM REALMENTE
INTERESSA ESSE IMPÉRIO DO MEDO?
NÃO!
DEFINITIVAMENTE NÃO
A ESSE DEUS DE SANGUE!
CUJAS MÃOS SUJAS LAVAM
AS DOS ASSASSINOS
QUE JULGAM
E CONDENAM EM SEU NOME.
MOSTREM SUAS CARAS
PARA QUE SE LEGITIME SUAS
PRETENSAS INSCRIÇÕES
AO CARGO DE JUIZ
DA HUMANIDADE.
MOSTREM PARA NÓS,
POIS ESSE CARGO É
INTRANSFERÍVEL E
PLENAMENTE OCUPADO
POR UM DEUS DO BEM, JUSTO.
E ENVERGONHADO
COM SUA CRIAÇÃO,
QUE HABILMENTE DETURPA
TODOS OS SEUS MANDAMENTOS,
MANIPULA EM BUSCA
DO PODER, ATRAVÉS DO MEDO,
TODOS OS SEUS CÓDIGOS
DE CONFIANÇA NA HUMANIDADE.
PAREM DE ME FAZER SENTIR
VERGONHA DE VOCÊS.
NÃO QUERO ENVIAR
MEUS SENTIMENTOS
A MAIS ESSA IRANIANA, SAKINEH,
QUE EXATAMENTE HOJE
ESTÁ A UM PASSO DA FORCA,
MEUS FRACOS E PODEROSOS...
IRMÃOS.
03/11/2010PERIGO, ACORDAAAAA!!!!Inverno, oito graus.
Vinte horas numa
rua qualquer.
A cidade começa a se recolher.
A neblina cai.
Espectros,
seres quase humanos
se arrastam sem direção,
esgueirando-se como se
agindo assim pudessem
escapar da fome e do frio.
Inverno, zero hora.
Seis graus, a cidade
já recolhida se prepara
para dormir.
O fogo aquece a lata
de óleo, cheia de restos
colhidos cuidadosamente
das lixeiras, mercados,
feiras e residências comuns...
A ceia dos excluídos
[confortavelmente invisíveis e
esquecidos]
está sendo forjada
e temperada pela fome.
Inverno, meia hora
se passou, a chama do fogo
enfraquece, faz frio, muito frio.
A cidade dorme.
Na esquina, de minissaia,
bota, cachecol e luvas,
outro espectro trêmulo,
vacilante nos seus treze anos
tenta a sorte numa transa,
pra sair ao menos do frio.
Sexo em troca de calor,
abrigo e com muita sorte
um lanche sem o tempero da violência.
Inverno, cinco graus.
Quatro horas, sonha a cidade.
Um grupo de quase pessoas
sumariamente vestidas se
aboleta num canto da praça,
aquecidos por suas latas
e pedras de pesadelos
que queimam suas vidas,
sem dó e deixam a sensação
de um calor de verão...
tudo mentira, fuga sem volta.
Inverno, o dia demora a chegar.
A sensação é de zero grau.
A cidade começa a acordar.
A fogueira apagou e com ela, a vida
de um idoso, que adormeceu
para sempre em meio a fumaça.
A garota da esquina percebeu-se
no espelho aparentando vinte anos.
O grupo de quase humanos permanece ali,
esperando um descuidado que vai a passos
largos para seu trabalho.
Talvez o roubo lhes renda
mais algumas pedras de pesadelo.
E a cidade finalmente...
ACOOORDA CIDADEEE!!!
Seus filhos estão sendo dragados
por esse sono social e político.
É inverno, mas a estação não importa;
precisamos acordar as vilas,
os bairros, as cidades e o país,
que dormem encolhidos,
para não terem que ver
que nossas vidas estão em PERIGOO!
biografia:
Odair Leite Silveiraodayrsilveira@hotmail.com.br