VOCÊ VENCEUVocê venceu, reconheço, derrotou-me estou aos seus pés, eis meu coração abertoentre e dance sua indiferença sobre elechacoalhe meus sentimentos, insulte-meQue minhas lágrimas lavem seu sorriso,a dor que me arde a alma, seu bálsamo,dessa tristeza alimente sua intolerânciae da desilusão que me invade faça troçaRestou-me o que desse relacionamento?Nuvens sombrias a rodear-me ...
VOCÊ VENCEUVocê venceu, reconheço, derrotou-me
estou aos seus pés, eis meu coração aberto
entre e dance sua indiferença sobre ele
chacoalhe meus sentimentos, insulte-me
Que minhas lágrimas lavem seu sorriso,
a dor que me arde a alma, seu bálsamo,
dessa tristeza alimente sua intolerância
e da desilusão que me invade faça troça
Restou-me o que desse relacionamento?
Nuvens sombrias a rodear-me amiúde,
um olhar de melancolia voltado ao nada
meros fragmentos de lembranças mortas
Eia, vencedora, pisoteie essa velha paixão
esmigalhe o amor que de você fez rainha
machuque as flores perfumadas que lhe dei
arranque do meu ser o grande amor devotado
Depois, quando sair desse coração aberto,
saciada sua sede dos despojos, bata a porta,
mas faça-o com firmeza para que nunca,
nunca mais se abra para outro amor assim
MÁGICA PAZPlácido instante, terno momento
céu em índigo, nuvens brancas
brisa fresca montada por beija-flores
folhas que farfalham em melodia
Suave explosão de doces sorrisos
lábios se encontrando na ternura
braços que se estreitam em dó maior
mãos desesperadas para afagar
A terra fértil engravida da semente
o brilho nos olhos da vida é doçura
há cadência no movimento das ondas
palavras são pronunciadas com respeito
Branco e preto se unem, miscigenam,
pois existe apenas o amor, nada mais,
inexiste necessidade da água tornar-se vinho
as uvas se amontoam nas videiras
Ao longe, o horizonte dorme sobre o mar
escondendo o sol e despertando a lua
enquanto a noite se enfeita cândida
para encontrar-se com as estrelas
NA AREIA MOLHADAFlutuavam sobre nós, como chuviscos oriundos do céu,
respingos das ondas que se misturavam aos nossos suores
enquanto seus beijos encontravam os meus e o sol aplaudia
o recrudescer dos nossos abraços sobre a areia molhada
Seu corpo e o meu, em carinhoso atrito, se deliciavam
e nossos pés já nem sentiam a língua do mar lambendo-os
estávamos longe dali, os dois como um, nalgum lugar feliz
sob o domínio do amor na suave doçura da areia molhada
Entrelaçamo-nos como somente corações que se amam fazem
a praia sendo nossa alcova, o céu nosso edredon todo azul
e a nossa cama, ali onde a perfeição da intimidade se forma,
tinha toda a dimensão daquela areia molhada da saliva do mar
Naquele delicioso instante queríamos o paraíso momentâneo
um inesquecível intervalo no mais profundo sétimo-céu
e desejávamos isso de modo inconcebível, sem refletir,
mesmo que o universo escolhido fosse a areia molhada
Nós dois, o mar ondulado, a brisa sorridente nos acariciando
nada mais, pois que tudo esquecido, distante, indiferente
ali na areia molhada só anelávamos a fusão, o acoplamento
a abundância de ânsias loucas em busca do lindo êxtase
deixando as marcas de nossos contornos à admiração do sol
Biografia:
GILBAMAR DE OLIVEIRA BEZERRABancário aposentado pela PREVI do Banco do Brasil; Bacharel em Ciências Jurídicas
Obras publicadas: CANGAÇO-RECORDAÇÃO DO ATAQUE FRUSTRADO[relato histórico]
AQUELE HOMEM CRUCIFICADO[contos e crônicas
O MOTIM DOS FLAGELADOS[contos e crônicas]
O ATAQUE DE LAMPIÃO A MOSSORÓ - Trovas[relato histórico]
A DERROTA DE LAMPIÃO[2ª edição do livro Cangaços-Recordação...]
http://gilbamar-poesiasecronicas.blogspot.com/
http://cantodomeucordel.blogspot.com/
GILBAMAR DE OLIVEIRA BEZERRAParnamirim RN
gilbamarbezerra@ig.com.br