“Do que escrevo”Meus escritos são sobre a vidaDo movimento deste ciclo intensoDa história bem ou mal vividaDo momento raso, e do instante densoEscrevo quando sinto o beijo da aragemOu se fustigantes ventos me agitamDo amanhecer, da perfeição desta imagemOu se os mais secretos sentimentos gritamFalo da fantasia que alimenta o coraçãoCamuflada no ...
“Do que escrevo”
Meus escritos são sobre a vida Do movimento deste ciclo intenso Da história bem ou mal vivida Do momento raso, e do instante denso Escrevo quando sinto o beijo da aragem Ou se fustigantes ventos me agitam Do amanhecer, da perfeição desta imagem Ou se os mais secretos sentimentos gritam Falo da fantasia que alimenta o coração Camuflada nos tópicos da minha realidade Falo das tormentas que entremeiam a emoção E da placidez que permeia minha verdade E é na multidão densa da minha solidão Que deixo o verso expor a nudez do coração
Glória Salles
“Amor de folhetim”
Chegou de mansinho como uma brisa. Olhar doce que me esquadrinhou. No silencio que se fez, ouvi tua fala. E nos versos do meu poema caminhou.
No contorno da tua boca me perdi. No sorriso que me farta e enlouquece. Abandonei-me nesse abraço sem lembrar. Que sempre se vai, parece que me esquece.
Escorrega, feito papel em ventania. Então, sobram entrecortadas falas. E um silêncio abissal, que se instala.
Espera massacrante, são meus dias. Tua ausência desfia laços em mim. Porem quero esse amor de folhetim.
Glória Salles
\'Não sou santa\'
Sou rio que corre dócil e sereno Perde-se em circuito num mar bravio De ilusão em versos reeditados Que acarinham meus bichos no cio. Sou fogo predador, fêmea visceral. Sei tecer intimidade com a solidão. Sou clareira invariavelmente aberta. Alma cativa da letra e da música. Acovardo-me às vezes frente ao nada. Se recuo e avanço é pra me blindar. Visto-me de folia, inauguro guardados. Num olhar de mormaço posso me arruinar. É no brilho do luar que tudo aflora. Madrugada indecifrável, lampejos. Aí sou rio que sem represas flui aberto. Arqueira impávida dos próprios desejos.
Glória Salles
Biografia: Glória Salles Sou uma mulher intensa e desmedida ao deixar escoar as emoção, sem a menor reserva. Minhas ações por vezes são falhas. E sei que meus pecados são muitos, sempre por demasia, nunca por omissão. Escrever pra mim, é como respirar, é necessidade, e tudo está de certa forma no contexto da minha vida. Não sei se são de fato poemas, nem reivindico para eles qualquer elogio ou beleza. São, no entanto sinceros... Quem sabe breves momentos de plenitude.
Glória Salles
**Participações em Antologias:
Antologia da Poemas á Flor da Pele, volume 3 Antologia Paquetá a ilha da Poesia III Antologia Poetas Virtuais