Cidade Antes suspirávamos na arte do amor, nos escondendo numa armadilha sem fim. Hoje quanto mais se cava, mais vidas são ceifadas. Construímos nossos ideais para um nada comum. Cidade furada para dar vazão a mentes fúnebres, Cidade cheia de mentecaptos que assolam plantações tornando seus solos inférteis Oh! Cidade que chora com as chuvas,parecendo rios caudalosos arrastando pessoas e c ...
Cidade Antes suspirávamos na arte do amor,
nos escondendo numa armadilha sem fim.
Hoje quanto mais se cava, mais vidas são ceifadas.
Construímos nossos ideais para um nada comum.
Cidade furada para dar vazão a mentes fúnebres,
Cidade cheia de mentecaptos
que assolam plantações
tornando seus solos inférteis
Oh! Cidade que chora com as chuvas,
parecendo
rios caudalosos arrastando pessoas e carros.
Sábias vovós que morrem aos poucos
com segredos em seus corações.
Cidades vazias, onde
pequenos grupos discutem seu futuro.
Grande cidade que freqüenta meus sonhos.
Que na manhã primaveril,
Pensarei ainda em trilhar pelos sinuosos caminhos febris,
mesmo tendo
habitantes sedentos da ganância...
que ainda machuca minha cidade,
a empobrecendo dia após dia.
Em suma,
Toda cidade têm
Burros,
Cachorros,
Galinhas,
Gatos e
Porcos com seus luxuosos chiqueiros.
Paola Vannucci
21/04/2010
xx Os mares que cruzei Viajava dentro da nau,
Meses e meses,
O coração acastelado, sombrio.
Pensando em não mais avistar
Aquele que pudesse me amar.
Lembro da nau ao crepúsculo
Singrando por mares cor de rosa e carvão
Levada por traiçoeiras correntes
Para o leste,
em busca da flor de lótus
que é a promessa de amor eterno.
Quando do leste ela voltar,
ainda rebrilhará a estrela matutina?
Ainda cantará o rouxinol?
Promessa confirmada
ao meu eterno amor.
Mares cruzei,
Pensando até em sua morte.
O mundo me reservara tão nobre surpresa...
Meu coração me enganara.
O encontrei!
Agora conto aos deuses tamanha façanha,
Pois no riso de menina, tornei mulher.
E sou feliz ao lado de quem sempre me quis!
Paola Vannucci
11/04/2010
xx Limite de todos nós Penso num corpo cansado que
Pede ajuda ao bom Deus.
Penso nas preces jamais alcançadas,
Pois no corpo maltratado,
Nunca conquistara.
Santo Deus,
Rogo por aquela moça que se deixou abater,
Rogo porque um dia ao menos eu a cuidei.
O que leva todos nós testarmos nossos limites?
Queremos o inatingível.
Queremos poderes e status, mas,
Ela, a moça,
... ousava...
Drogas e sexo usara durante sua existência.
Drogas e inveja plantara para o alento de sua morte!
Santo Deus,
Pergunto-me:
Por que existem pessoas fracas,
Que fazem dos seus caminhos de dor,
Sua maior fé?
Paola Vannucci
10/04/2010
xx
Biografia:
Paola Vannucci - nasceu em São Paulo, em 28/08/1971, no Hospital Matarazzo.
Filha de Erico Vannucci Mendes e Dirce de Paula e Silva Mendes. Lá foi
criada e completou seus estudos. Iniciou a Faculdade de Administração em
Finanças, mas não pôde concluir, pois não era sua vocação. Foi morar em
Curitiba em 1996, onde teve suas duas filhas.
Hoje, aos 39 anos, trabalha com digitação, auxilia nos serviços escolares,
terminou a faculdade de Pedagogia e escreve poesias, artigos de blog.
Participou do '1º Concurso Nacional de Poesia', em 1989, onde foi premiada
com uma Menção Honrosa e de outros concursos.
Tem projeto de lançamento de um livro solo está previsto para o próximo
ano.
Atualmente tem publicações poéticas em Antologias espalhadas por este
Brasil:
* Antologia dos Poetas Virtuais, III e IV;
* Reflexões para o Bem Viver [Coletânea]
* Antologia Alimento da Alma I, III e IV:
* Antologia Beco dos Poetas, I e IV;
* Projeto Literário Delicatta V;
* Seleção Poética [I Congresso Nacional dos Poetas Virtuais]
Curitiba-PR
paolavanucci@hotmail.com