2quem faz, assinaa farsa, sinase fala, opinase cala,afina.4quando nascitambém meveio umanjoinssuretoroucomoucosó.daí me sentimeio poucomeio pó.7soa uma gotade suor sobrea pedra fria,a ponto de pender sobreum cume qualquersuacompanhia.<Hai- Kai’sio sorriso mudono princípio fez-se sóe enlaçou-me em nó.iiapenas um tragopra aproximar do ...
2 quem faz, assina a farsa, sina se fala, opina se cala, afina.
4 quando nasci também me veio um anjo
inssureto rouco mouco só.
daí me senti meio pouco meio pó.
7 soa uma gota de suor sobre a pedra fria,
a ponto de pender sobre um cume qualquer
sua companhia. <
Hai- Kai’s
i o sorriso mudo no princípio fez-se só e enlaçou-me em nó.
ii apenas um trago pra aproximar do seu meu sabor noturno.
iii me abre as portas de uma morada nua da presença sua.
iv sua teu minuto pra fazer nascer um homem que haveria em mim.
VERTICAIS i uma fissura compromete a fala que de medo agride e cala um grito quebra a noite a pele sua ainda é cedo quebra-se repete a boca nua e finda
ii um rio calmo e profundo escorre-se sobre
seus ombros cândidos alvos ávidos inundo meus olhos no cabelo que lhe esconde a face e rio.
iii meu corpo dorme de medo do que pode vir a ver diante de um espelho nu e calado antes só que por mim acompanhado.
iv você precisa
saber videverso
fazer videverso
obedecer videverso
você precisa
agir videverbo
sair videverbo
existir videverbo
você precisa se abrir
videbula.
v um tapa o grito
um surto o agito
taqui cárdico
a confusão o rito tabu
a tosse o ar que me falta
o beijo tardio a mulher que não veio um tapa na noite a fio.
vi ocupar espaços tanto frio tanto vazio
se pende o fio a trama se perde e tece abismos
mais um passo e fecho o livro.
vii largo de lado o jornal de ontem coisas de interior
o café se esfria na caneca e penso uma rima
o dia começa conto os pássaros quintal quanto barulho quanto horror quanto humor logo cedo. e cedo
viii
tudo muda furta cor e tudo cinza na hora da dor o dia, embora azul, beija solene a pele da flor. mas, tudo muda.
ix esta manhã fosca me endurece os dedos que tateiam um corpo frio e pálido dor matizada num sorriso falso.
x fumaça e neblina se misturam enquanto meu corpo treme e as cinzas caem sem que eu bata o gosto é ocre, a janela aberta os olhos não mais verdes turvos o trago, branco como um câncer.
xi veludo frio úmido vermelho teso logo de manhã bem cedo sorvido o dia amanhe cido a seco.
xii um feixe, linhas e borrões amarelos ultrapassam a neblina densa; deixa minha retina tensa retinta as pupilas cala a íris ... pensa, logo...
abrício Avelino www.pontoevirgula.net.br
biografia: Fabrício Avelino Professor, licenciado em Letras pela UFOP, poeta com o terceiro livro no prelo, desenvolve projetos de difusão e criação de poesias voltados para os mais diversos públicos. Suas primeiras publicações [independentes], Pequenos Frascos [2005] e Um Gole de Alphorria [2006] foram bem aceitos pelos leitores [se bem que são amigos, né!] e o próximo, De Pontos e Vírgulas vem a público em 2010. Atuou em gestão pública de cultura, em Barbacena- MG e se dedica, atualmente, à PLATAFORMA CULTURAL PONTO & VÍRGULA, de divulgação de poesia. www.depontosevirgulas.blogspot.com