DesafioQue intrigante a poesiaQuem tem coragem de se entregarE brindar a essa admirável companheira!Como um relâmpagoChega e se instalaE tudo vira festaOu se resvalaE nessa dançaPenso nas cartas psicografadasNão seria a poesia uma psicografia?E os poetas sãoOs médiuns, os intermediáriosEntre a matéria e o espírito.NiilismoNunca se falou tanto em humanismo.Nunca a espécie humana se sentiu ...
DesafioQue intrigante a poesia
Quem tem coragem de se entregar
E brindar a essa admirável companheira!
Como um relâmpago
Chega e se instala
E tudo vira festa
Ou se resvala
E nessa dança
Penso nas cartas psicografadas
Não seria a poesia uma psicografia?
E os poetas são
Os médiuns, os intermediários
Entre a matéria e o espírito.
NiilismoNunca se falou tanto em humanismo.
Nunca a espécie humana se sentiu tão sem referentes, sem filosofias,
Sem credos, sem rostos...
Nunca se falou tanto em avanços científicos
Nunca existiram tantas seitas religiosas
Nunca se viveu tão sem fé.
Desconstução?
Processo de inversão do caminho já trilhado?
Em que espelho está perdida a face do homem moderno?
Oração do poeta
Dai-me Senhor a inspiração necessária a cada novo poema!
Livrai-me do bloqueio criativo
E enveredai-me pelos caminhos das metáforas, prosopopéias e outros
recursos estilísticos!
Despertai-me para os acontecimentos que podem se transformar em textos
literários pois a arte imita a vida.
Fazei com que meus poemas não morram ao nascer
E que o sol da poesia ilumine a minha alma.
Amém.
biografia:
Janice Aparecida de Azevedo FernandesFormada em Letras Modernas pela Universidade Estadual de Goiás - UEG
Especialização em Psicopedagogia pela UEG
Professora das redes públicas e particulares em Quirinópolis-Goiás
janiceeduc@yahoo.com