ÀQUELE SENHORO que faço com este meu coração?Se toda vez que vos vejo, senhor,Trêmula fico pelo encanto desta visão.Se teus olhos deixam-me em torpor.O que faço com toda esta emoção?Se decidida em não querer-te, senhor,Foge-me o controle do corpo e da razão.E se ao te conhecer enlouqueci de amor.Mas o que me entristece neste meu querer,é saber de nossos destinos tão diferentes.E mesmo ...
ÀQUELE SENHORO que faço com este meu coração?
Se toda vez que vos vejo, senhor,
Trêmula fico pelo encanto desta visão.
Se teus olhos deixam-me em torpor.
O que faço com toda esta emoção?
Se decidida em não querer-te, senhor,
Foge-me o controle do corpo e da razão.
E se ao te conhecer enlouqueci de amor.
Mas o que me entristece neste meu querer,
é saber de nossos destinos tão diferentes.
E mesmo se fôssemos inconsequentes,
Não poderíamos deste sentimento viver...
E quanto mais luto para o inverso
Mais vos amo em cada letra, cada verso.
AVES DE RAPINADizer que sou triste é infame a verdade,
tão pouco sou a imagem do contentamento.
Revolta-me, por vezes, esta sociedade,
que me causa n'alma tanto estranhamento.
Quantos valores desviados por vil vaidade,
num mundo acabrunhado em seu tormento.
E os príncipes que reinam com maldade
Entre os frágeis de espírito e pensamento.
Sim, esta crueldade crescente rouba-me a paz
e sonho com outrora, onde ainda não se via
a crueldade atacar sem dó a cada esquina.
Não sou triste nem tão pouco sou capaz
de cegar-me em devaneios seguindo à revelia.
Somos vítimas perfeitas das aves de rapina.
AO MEU AMORQue triste e bela é a nossa história de amor,
Tão nova, tão inexplicável e tão impossível...
Pedir para amar-te com todo o meu calor,
é como amar a um deus inacessível...
Sou o desejo que transborda pelos teus poros
e envolve teu corpo sereno com meu perfume...
Mas se para a divina Vênus um beijo teu imploro,
Juno não permite nosso encontro por ciúme.
Te quero, te espero e te vejo como você é, cuore.
Não preciso de perdão, explicação nem promessas,
Sou um coração que pulsa incessante, mas nunca chora.
Não tenho esperanças, nem sonhos, nem pressa.
Tudo o que posso te dar é amor... Amor por amor...
Não sei se és fogo ou água, se és bruto ou suave,
Sei da chama que me deixa em brasa, puro torpor!
Pouco importam os dilemas, sou tua pequena nave.
Voa em mim, nada somos! Enlacemo-nos simplesmente.
A distância afasta dois corpos, nunca duas almas,
Quero tuas alegrias e tuas tristezas, quero teus sentimentos,
E sentir no meu corpo teus sentidos e ser aquela com quem te acalmas.
biografia:
Daniele Dallavecchiadanieleld@ymail.com