Escultura O Artista Mora esculpiu.torneou sua cintura,delineou seus seios,acetinou sua pele,criou um sorriso de meninaespelhado na retina.Pegou notas em harmoniae deu-lhe a voz.pernas esguias, femininas,e como poesialeve e finadeu-lhe os pés.E analisando sua obraincluiu o cálice do vidatransbordando de desejo,e deu-lhe o nome 'Mulher'.Mas sentindo sua inérciasobrou-lhe à alma.Ela sorriu fazend ...
Escultura O Artista Mor
a esculpiu.
torneou sua cintura,
delineou seus seios,
acetinou sua pele,
criou um sorriso de menina
espelhado na retina.
Pegou notas em harmonia
e deu-lhe a voz.
pernas esguias, femininas,
e como poesia
leve e fina
deu-lhe os pés.
E analisando sua obra
incluiu o cálice do vida
transbordando de desejo,
e deu-lhe o nome 'Mulher'.
Mas sentindo sua inércia
sobrou-lhe à alma.
Ela sorriu fazendo poesia,
e o homem inebriado
tornou-se escravo
desta Obra tão bela,
tão cheia de detalhes,
que um Deus Artista criou.
Re.Elizabeth[Vila Velha/ES, sexta-feira, 20 de maio de 2005]------------------------
Maçã CarnalSou maçã carnal, com aroma de pecado. e vim parir. Sim homem
incrédulo.vim parir para você o universo. E nesta viagem vou fazê-lo
beijar as estrelas.duelar com as comoções, em meio a tempestade.
combater relâmpagos com corpos entrelaçados. vou ser teu regato. teu
rio. teu mar. Vim povoar o teu mundo!
Sou a luz no caos de teu viver.nasci para tua vida saciar, mesmo sabendo
que irei me prostituir. e meu nome será aquele que teu instante moldar :
na zona serei a mulher da rua; na vida a mulher perdida; no prazer a
mulher à-toa; na traição a mulher ingrata; no coração a mulher amada; na
amizade a mulher querida, na sociedade a mulher desprotegida, na guerra
a mulher pisoteada. no [re]nascer a Fênix.
Uma sobrevivente nata. como erva cativa. posso até viver nos viveiros da
miséria, tal qual flor sombria. mas renascerei plena e forte, para
novamente parir. pois estou enraizada nos quadrantes da Terra.
Não precisa me procurar. te acho homem! Moro nas promessas do vento. no
sopro do amor. no sol de verão. e quanto mais faceira, mais feiticeira.
Parideira que sou, reino absoluta no cio da vã harmonia primaveril. nas
igrejas sou rezadeira e santa.mas danço, também, nas luzes de absinto.
visto tranças ingênuas, ornada de um sorriso que cativa e aprisiona.
Também reino no outono, com ar de abandono.esperando o frio inverno da
alma, abortar os sonhos, antes mesmo de parir. uma fera ferida, que um
dia ousou sonhar.parindo comoções no vinho da paixão.
Como ousa perguntar quem sou, homem? Friso novamente que sou alma
talhada.que trás os gozos da vida.a liberdade do amor. a glória etérea
da escalada.junto aos grilhões impostos por ti!
Sou todos os teus sentidos.e teu amor me sustenta, e enquanto me amar
viverei.sou femea.sou plena.sou mulher!
Re.Elizabeth
[Rio de Janeiro / RJ, terça-feira, 15 de dezembro de 2009]----------------------
CativaEntre brumas teus mares zinguei
e num veleiro de quimeras
em teus corais naufraguei
.e perdida afundei.
Em teu penhasco abissal
mergulhei profundamente
querendo teus segredos roubar
e assim, meu escravo te tornar.
Mas na rota de teu prazer
embarcada em desejos
queimando de volúpia
tua escrava me tornei.
E em tua geografia
.cativa fiquei.
Re.Elizabeth
[Rio de Janeiro/RJ, quinta-feira, 24 de junho de 2010].biografia:
Elizabeth MattosApenas uma alma quixotesca que vaga brincando de rabiscar.
elizabeth.mattos@gmail.com