O Caçador de BorboletasO caçador de borboletasTenta roubar da naturezaAlguns exemplares por invejaAmarelas, azuis, vermelhasNunca viu tanta belezaElas se misturam perfeitasVoando em direções às avessasComo gazelas em frente ao leãoO caçador tão indeciso ficaNenhuma delas preencherá sua coleção.Claudenor de Albuquerque____________________________GeocentrismoOs espíritos ancestraisVagam ...
O Caçador de BorboletasO caçador de borboletas
Tenta roubar da natureza
Alguns exemplares por inveja
Amarelas, azuis, vermelhas
Nunca viu tanta beleza
Elas se misturam perfeitas
Voando em direções às avessas
Como gazelas em frente ao leão
O caçador tão indeciso fica
Nenhuma delas preencherá sua coleção.
Claudenor de Albuquerque____________________________
GeocentrismoOs espíritos ancestrais
Vagam pelos cantos
Melancólicos e cabisbaixos
Inspirando a angústia em tudo.
O aroma de morte e ódio
Incensa e rodeia o globo.
Os espíritos dentre as sombras
Dizem não haver esperança
O amor humano findou.
O sorriso puro das crianças
Foi corrompido pelos adultos.
O sangue dói ao percorrer as veias
Coagula até chegar ao coração
Uma pedra sem emoção
Esse é você todos os dias
Vê famílias ao relento
Espantalhos esquisitos e esquecidos
Querubins pranteando com um vazio
Um vazio na alma e no estômago
Virar o rosto é a melhor saída
Fingir é melhor que se importar
Seus filhos ao seu lado alimentados
E agasalhados
Nada mais importa.
Você alega serem tantos
Como poderia ajudá-los, não é mesmo?
O ego imundo é o mundo
O universo é apenas o Sol, a Terra e a Lua.
Claudenor de Albuquerque____________________________
Triste ComposiçãoNuma banqueta o artista
Suas companheiras as notas musicais.
Segue aquecendo os dedos e a alma
Ao dedilhar de seu meia cauda.
Imagina um tempo que se foi
Transforma a lágrima mais profunda
Na composição mais tocante.
Seus dedos pranteiam por ele
Sua face serena e enxuta.
Claudenor de Albuquerque____________________________
A Breve História de Um Pequeno VersoPequeno como os versos a que pertenço
Será o tempo que você gastará me lendo
Saiba da história de um verso feio e pequeno
Escondido e cinzento
Um belo dia esquisito
fui transcrito prum livro
Milhões me viram
E famoso me sinto.
Meu criador se foi
E já foi esquecido
Porém eu restei
E ainda estou vivo.
Claudenor de Albuquerque____________________________
O Circo BrasilAs luzes da ribalta
O povo como platéia
Vai começar agora
O maior espetáculo da terra.
Os malabaristas roubaram as bolas
O mágico com dólares na cueca
Os domadores fraudaram o leão
É o circo Brasil que nunca se encerra.
Nem me pergunte quem são os palhaços
Se olhe no espelho e uma mágica eu faço.
Claudenor de Albuquerque____________________________
InsôniaViro e me reviro do avesso
Contorço o colchão e o travesseiro
Sono visitante distante
Noite indomável e faceira
Insônia adorável companheira
Existo e resisto a hibernação
Afinal no final oportunidades não faltarão.
Claudenor de Albuquerque_____________________________
Sapatos VelhosSapatos velhos
De solados gastos
Baratos e molambentos.
Já pisaram os arados
E a terra cinzenta.
Os mesmos sapatos
Que os seus suportaram
Sobre os meus apoiados.
Sapatos de cadarço
Que sempre desamarravam
Você com o mesmo laço
Amarrava e sorria
Esse mesmo sapato
Usei no último abraço
Que sumiu no espaço
E só eles restaram.
Claudenor de Albuquerque______________________________
Deselegante TempoO tempo parece escapar pelos dedos
Voa impiedoso
Universal e irretroatível
mais rápido que uma bala
Espera... Nem deixou eu terminar.
Claudenor de Albuquerquebiografia:
Claudenor de AlbuquerqueO Autor é universitário da área de Direito, cursando o 8° período, reside em Maceió-Al e tem 24 anos de idade. Apaixonado pela leitura e pela arte de compor, além de escrever poesias, escreve em blogs de tecnologia móvel, sendo grande entusiasta destas. Ama Literatura e já venceu concursos com suas Poesias e Poemas. É o único Alagoano a participar do quadro de poetas do NOP- Nova Ordem de Poesia e do projeto Inspiraturas e em breve fará parte também do quadro de poetas da Revista de Poesias II.
É também contista, tendo dois contos terminados e outro em construção.
Um deles vai ser filmado num curta-metragem que ainda sem data definida será lançado aqui no blog.
claudenorneto@msn.comhttp://cronicaspoesiasepoemasdeumavida.blogspot.com/