----------- alma:Te olho radiante e sorrindoMe faz meninoMe faz contenteE, em torno de teu corpoVejo a luz douradaReflexos de tua almaDa tua beleza internaOfuscando a pele morenaMas assim mesmo RealçandoAdornandoTeu sorriso eternoAquele que é meu desejoSoma do muito que quero.Não sei o quanto mereçoOu se mesmo sou necessárioPara que essa tua bocaCarnuda de tantas falasExpresse em um simples'T ...
----------- alma:Te olho radiante e sorrindo
Me faz menino
Me faz contente
E, em torno de teu corpo
Vejo a luz dourada
Reflexos de tua alma
Da tua beleza interna
Ofuscando a pele morena
Mas assim mesmo
Realçando
Adornando
Teu sorriso eterno
Aquele que é meu desejo
Soma do muito que quero.
Não sei o quanto mereço
Ou se mesmo sou necessário
Para que essa tua boca
Carnuda de tantas falas
Expresse em um simples
'Te amo' agridoce
E me faça sempre menino
E me faça sempre contente
Enquanto te olho assim,
Calada
Brilhante
Sorrindo para mim.
---------quatro cavaleiros:A bordo passageiros simplórios,
Donos das verdades, mentirosos contumazes,
Ladrões de casaca, defensores de que humanidade?
Entrem e se acomodem, por favor
Partiremos em breve para logo ali
Perto de todos, longe do povo
Todos a bordo!
Acomodados? Felizes?
Tomem mais um uísque!
O carrinho com doçuras logo passará.
Assim que a viagem começar.
Tudo certo, estamos nos trilhos
Preparamos manjares deliciosos
Comissária, tranque as portas
Nosso baile logo começará.
O destino é de todos desconhecido
Menos a mim, assim me tenham como amigo
Aqui apareci somente para livrar o mundo
Limpa-lo de vocês, pobres imundos.
A Conquista é quem vos fala
A Guerra é quem lhes conduz
A Fome poderia ser vosso nome
A Morte é vossa aprendiz
No apocalipse de ilusões medíocres
Pensam que estão a salvo?
Serão eternamente dominados
Por todos os sete grandes pecados
E aqui se inicia a punição
Por todos os crimes já cometidos
Queimaremos neste vagão
O poder desmedido
O dinheiro indevido
O saber comprometido
O ego puído.
Que assim seja...
------------ impublicávelAmei-te aos pedaços esta noite.
A cada pequeno instante de sono forçado
Um bocado de teu corpo me surgia.
Grandes porções de pele amorenada,
De olhos desejosos
De boca proibitivamente querida.
Me fizeste um insone sabias?
És culpada, sendo eu júri e juiz,
De me trazer o desconforto de não ter teu corpo.
És culpada de me fazer usar o 'amei-te' que disse a pouco,
Não em sua forma pura de sentimento
Mas na vontade carnal, quase animal.
Não te disse que o controle é fato?
Não te avisei que sou cheio de regras,
racional e desimportante?
Fazes algo de mim algo que não gosto,
Emocional e pesaroso.
Quem pensas que és
Me atirando olhares adolescentes
Atiçando algo antes contido e escondido
Fogo interno sob cinzas de ilusão?
Preferi dar-te um tempo.
E agora arrependo-me.
Oportunidades virão.
E sei que serão.
[mesmo assim...em infantis rimas em 'ão']
biografia:
David NobregaContistas, cronista, poeta, fotógrafo, editor, ilustrador e webdesign.
Autor de Uns & Outros, lançado em 2009, prepara a publicação de 'contos que ninguém conta', pela Editora Novitas com apresentação da escritora Ana Mello.
Natural de São Paulo, atualmente reside em Santa Cruz do Sul. Participou da exposição: Imagem e poesia com fotografias suas e poesias de sua autoria.
Participou da I Coletânea Scriptus - Um Balaio de Ideias e do e-book 'apenas o necessário', ambos editados pela Editora Novitas.
Mantém a Editora Novitas juntamente com sua esposa -- a poeta Letícia L. Coelho --, onde ambos desempenham a função de editores.
contato@davidnobrega.com.br