...ABRE AS ASAS SOBRE NÓS ! Nos bancos escolares aprendique o Homem é feliz na sociedadese tem educação e propriedade,cultura e liberdade... eis o que li !Mas vi -- vendo em irmãos necessidade --que num mundo de escravos um Zumbise luta morre em vão, pois sempre crique não há cidadãos... sem igualdade.Se não mais existir fome nem guerra,ainda que tardio irá raiarum tempo sem misérias s ...
...ABRE AS ASAS SOBRE NÓS ! Nos bancos escolares aprendi
que o Homem é feliz na sociedade
se tem educação e propriedade,
cultura e liberdade... eis o que li !
Mas vi -- vendo em irmãos necessidade --
que num mundo de escravos um Zumbi
se luta morre em vão, pois sempre cri
que não há cidadãos... sem igualdade.
Se não mais existir fome nem guerra,
ainda que tardio irá raiar
um tempo sem misérias sobre a Terra.
Bem sei que a LIBERDADE há de brilhar
-- em todo canto e pátria, em nossa terra --
quando houver pão e paz em cada lar.
'NATO' AZEVEDO
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MAR, DOCE MARQue escondes sob esse lençol azul,
sob essa imensidão gelada de silêncio,
sob a tua calma feita de água, ó mar?
Que monstros e que tesouros terás?
Mas monstros não serão tesouros
enriquecendo nossa pobre rotina
e fazendo palpitar as nossas vidas?
E os tesouros não serão monstros
que destroem a nossa paz
e consomem as nossas almas?
Que tememos em ti, sereno mar,
de cavernas de coral e fósseis vivos,
cemitério milenar de civilizações afogadas?
Não será a vida de nossos antepassados,
seu exemplo, sua filosofia, sua História?
Não será o pavor de rever tudo o que perdemos,
os valores que esquecemos, traímos, negamos?
Que tesouros do Passado nos escondes, ó mar !
E que monstros, no futuro, tu esconderás !
[em 24/agosto, 1985]
'NATO' AZEVEDO
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TRANSUBSTANCIAÇÃO Tempo demais se passa acumulando
riquezas e um poder que nos oprime
sem sequer ver que o pobre, ali vagando,
aguarda a caridade que redime.
E quando ao Mundo adeus nós formos dando
sem a nada levar, é quase um crime
não querer se doar, transubstanciando
a alheia dor em fé, gesto sublime.
Doemos nossos órgãos que a partida
vira canto de amor, belo estribilho,
a dar alento à gente desvalida.
Darei à existência raro brilho
ao transformar meu pó em nova vida,
pois se doou -- inteiro! -- o Deus-Filho.
'NATO' AZEVEDO
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biografia:
CINCINATO PALMAS AZEVEDONascido no Rio de Janeiro em 1º/10/1952, letrista e compositor, faço poesias desde os 15 anos e contos & crônicas a partir de l988, tendo publicado mais de 50 textos nos jornais de Belém e Ananindeua, cidade vizinha. Membro da UBT-Belém [União Bras. de Trovadores] e da ALA-A [Assoc. de Letras e Artes de Ananindeua] fui vencedor em 9 concursos nacionais de poesia/contos, tenho 51 Menções Honrosas em eventos literários de vinte cidades em 11 Estados e 290 textos em jornais culturais e revistas de 52 cidades em 9 Estados. Estou em 14 coletâneas literárias de 4 Estados, principalmente em obras da IGAÇABA Prod.
Culturais, da cidade de Roque Gonzales/RS. Sou compositor de MPB, sambas e rocks sem maiores méritos, fazendo também versões de hits de grandes bandas roqueiras.
Lancei artesanalmente [Edição do Autor, em xerox] PALAVRAS AO VENTO, livreto de poemas & canções com mais de 80 cópias, em 4/1986; coordenei a coletânea com 16 poetas de Vigia/PA, 'Livrencontro', em fev./1987, com mais de 200 cópias e editei 'QUASE NADA...''miscelânea' com 60 exemplares, em 9/1988.
A partir de dez.1999 produzi o folheto 'Jardim de Trovas' nº 0 e 1 [este em nov./2000] e o nº 2, hoje com mais de 500 cópias já enviadas para todo o país, desde junho/2002.
Entre 1990/92 organizei shows anuais em teatros de Belém com artistas de Ananindeua, além de fundar [em 1988, com meu irmão gêmeo Renato] e presidir o CCCP - Centro Cultural de Capoeira do Pará, controverso marco extinto em 6/1992, no qual expedi mais de 300 ofícios diversos defendendo uma visão artítisca dessa luta.
Aguardo a futura [?!] publicação de 'QUASE NADA...', estreando como contista e registro as minhas memórias em 'AQUELAS TARDES TRISTES...', com cenas da infância no Sul [PR/SC] e 'momentos' amazônicos.
natoazevedo@yahoo.com.br