A Beleza da MudançaO tempo já desenha Em meu rosto sua passagemDivago na expressão destas linhasQue formam minha paisagemJá não tão belaMas ainda tão minhaE toda a minha história se revelaPor cada uma destas linhas.Quem eu fui deixa sua marca na faceMas ainda não sei quem souMas sei que não me cabeQuerer retornar ao que passouPa ...
A Beleza da Mudança
O tempo já desenha Em meu rosto sua passagem Divago na expressão destas linhas Que formam minha paisagem
Já não tão bela Mas ainda tão minha E toda a minha história se revela Por cada uma destas linhas.
Quem eu fui deixa sua marca na face Mas ainda não sei quem sou Mas sei que não me cabe Querer retornar ao que passou
Passou... não volta mais Mas há muito em meu porvir E mesmo que a velhice me seja algoz A face enrugada ainda pode sorrir.
Foi-se a firmeza dos seios Perdeu-se a perfeição das curvas E acaso não devo ter mais desejos? Ou devo escondê-los nos vincos de minhas rugas?
Por acaso não serei eu Quando a face estiver enrugada? Não serei mais eu Quando a visão estiver turvada?
Sou infinitamente muito mais Do que os olhos podem ver Não sou somente a carne Que há de apodrecer
Ainda assim... Sou a essência da luz Que nunca deixei de ser.
Viviane Ramos
A ALFORRIA DE UM SONHO
Folha em branco, punho armado Pensamento santo, verso quase sagrado Pois proclama no peito a alforria de um sonho A liberdade da poesia no meu canto
No canto que ecoa pelos ares Atravessa gritante, os gigantes mares Para buscar na força da imensidão Os versos que compõem a libertação
Negros versos ditam a canção Rasgam em pedaços o perjúrio Que formam a letra desta unificação
Versos escravos, códigos sagrados Veementes rasgam da folha, a branquidão E assinam alforria ao meu coração.
Viviane Ramos
A Primeira Vez
Nesta noite, anseio me perder. Embriago-me de vinho e paixão. Não pretendo hesitar, nem conter O renitente desejo do meu coração.
A mão impertinente se conduz Por um caminho impróprio. A cálida boca seduz Ditando suas regras ao corpo.
O corpo estupidamente resiste Por segundos... imanente persiste E teima ainda em relutar
A mão pega a caneta arredia Ternamente rasga a nudez da folha fria E se atreve a sonetar.
Viviane Ramos
BIOGRAFIA: Viviane Ramos - eu sou poesia e ela me descreve... Minha Poesia é o grito silencioso da minha alma... Meus sentimentos explodem em palavras lançadas ao papel, sem preparação prévia ou estudo meticuloso das rimas; elas vão surgindo, como lágrimas... que ao caírem no papel tomam vida e forma de poesia. Poesia sem classificação, pois não consigo classificar meus sentimentos, escrevo e só... As vezes sou Haicai, sou prosa ou canção... as vezes, sou palavras sem nexo lançadas ao vento... Mas sou e estou em cada uma delas... pois o papel é o espelho que reflete... o que há em meu coração! Duque de Caxias - RJ