SE O MUNDO FOSSE UM ALVORECERBernardino da Silva FigueiraO vento manso da noiteEmbala os ramosAzuis da esperança.A dor ainda ressona Enrolada em seus matais.No jasmineiro uma flor Onde o orvalho da madrugadaLapidou um diamante.É tão lindo. É de amor. Dura uma vidaAté os primeiros raios do sol.Porque não sonhar!O mundo,Um eterno alvorecer.O TUDO E O NADABernardino da Silva FigueiraNão busco ...
SE O MUNDO FOSSE UM ALVORECER Bernardino da Silva Figueira
O vento manso da noite Embala os ramos Azuis da esperança. A dor ainda ressona Enrolada em seus matais.
No jasmineiro uma flor Onde o orvalho da madrugada Lapidou um diamante. É tão lindo. É de amor. Dura uma vida Até os primeiros raios do sol.
Porque não sonhar! O mundo, Um eterno alvorecer.
O TUDO E O NADA Bernardino da Silva Figueira
Não busco a chegada Não lembro a partida O começo não soma Nos dividendos do mundo.
O meio quem sabe Ma nunca o fim. O tempo e a alma. O depois de mim.
Os sonhos, as árvores O ar e o chão. O perfume e o vento A concha da mão. O dar e ao ter. O tudo e o nada. Mais do que eu Deus e a vida. A estrada e o sonho A esperança partida.
VOZ DA FOME Bernardino da Silva Figueira
Todos invocam Piedade a pobreza. Alimento para todos E repartir a riqueza.
Tem fartura na mesa Mas a fome não passa, E acaba o efeito Do vinho na taça.
Bate o sino e de novo Lá vai o menino. A buzina do carro E um chinelo no barro.
Haverá outras taças. Com mesas ao fundo, E a fome estampada Nos rostos do mundo.
Cantam os cristais E seus bêbados errantes, Repetindo mentiras Das promessas de antes.
biografia: BIOGRAFIA: BERNARDINO DA SILVA FIGUEIRA, nasceu em São Sepé, Rio Grande do Sul, em 20.01.1956. Das barrancas do Acunguapá, cruzou o Correntino para os campos do Ipê e dali ao rumo do sol atravessou o Passo Velho num final de tarde pra fazer morada na terra mais linda do mundo. Poeta, declamador, bancário aposentado e advogado, membro da Casa do Poeta Riograndense-CAPORI, Porto Alegre[RS], membro da Associação Literária Sepeense-ALSE e dela foi seu primeiro secretário; integrou o movimento da música nativa do Rio Grande do Sul, que teve seu auge na década de 80, onde participou de diversos festivais como parceiro letrista; participante de antologias poéticas regionais e nacional; participante como poeta e como declamador em festivais de poesias gaúchas no RioGrande do Sul; é jurado de diversos festivais de música nativa do Rio Grande do Sul; jurado em festivais trovas gaúchas, danças folclóricas e de poesias e declamações.