Demônios da pazQue a luz da liberdadeBrilhe sempre em nósEm qualquer cidadeNunca estejamos sós...Em meio aos bombardeiosEstejamos lúcidos e fortesSejamos, sem rodeios,Maiores que a dor e as mortes...Sejamos para o mundo a alegriaBuscando a paz ao UniversoFazendo canto em harmoniaSemeando amor em versos...Pensemos no futuro almejadoNo conforto de um novo caminharPois ser poeta é sonhar acordad ...
Demônios da pazQue a luz da liberdade
Brilhe sempre em nós
Em qualquer cidade
Nunca estejamos sós...
Em meio aos bombardeios
Estejamos lúcidos e fortes
Sejamos, sem rodeios,
Maiores que a dor e as mortes...
Sejamos para o mundo a alegria
Buscando a paz ao Universo
Fazendo canto em harmonia
Semeando amor em versos...
Pensemos no futuro almejado
No conforto de um novo caminhar
Pois ser poeta é sonhar acordado
Entre tantos que dormiram sem sonhar...
Sejamos a harmonia que encanta
Certeza que a segurança traz
E, se esta guerra é santa
Sejamos nós, demônios da paz...
© Lou de Olivier escrita após o atentado de 11 de setembro de 2001 e publicada pela primeira vez em 11/10/01O tempo e os funeraisO tempo que tudo apaga
E a todos arrasta
Que a beleza estraga
E torna impura a jovem casta...
Esse tempo comanda o vento
E tudo o que há na natureza
Seca a vida a cada momento
Deixa a morte como única certeza...
Cada segundo que se vai
Não volta mais em tempo algum
É sempre o vento que atrai
E repele sem remorso nenhum...
Família, amor, trabalho
Tudo o que se vive aqui
O tempo condensa no orvalho
Resta uma essência a reluzir...
Lágrimas, dores, perdas:
É sempre igual
Mudam só cenário e personagens
E assiste o soberano temporal
A mais uma das últimas viagens...
Da vida então resta nada
Os mortos viram antepassados
Só resta uma data comemorada
O tempo anuncia: É dia de finados...
© Lou de Olivier publicada pela primeira vez em 01/11/01Oração do equilíbrioPai de todos os planetas
Reinando solene nesta terra
Torne-me mais justo e sereno
Menos explosivo e descrente
Faça de mim alguém, capaz
De olhar a vida por muitos ângulos
Que nunca me cale diante do imprevisto
E nem fale tanto que não possa reavaliar
Que eu nunca me omita, nunca minta
Nem peque por excesso de franqueza
Que eu trate a todos com igualdade
Da pobreza até a realeza
Todos sejam apenas humanidade
Que eu veja além dos olhos humanos
Mas, sabiamente, finja-me cego
Que meu riso não incomode o leigo
E minhas lágrimas não lhe dêem alegria
Se eu ainda puder amar
Que seja alguém espelho meu
Reine nos ventos, no céu e no mar
Rondando em noites de luar
Entre tantos que só sabem vagar
Que meu silêncio mais profundo
Seja meu leito neste mundo
E que eu perca-me em poesia
Quando tudo o mais se exterminar
E, quando houver apenas adeus
Que eu seja, enfim, meu próprio deus...
© Lou de Olivier publicada pela primeira vez em 03/05/05BIOGRAFIA:
Lou de Olivier
SÃO PAULO spPsicopedagoga, Psicoterapeuta, Especialista em Medicina Comportamental, Precursora da Multiterapia, é também Escritora, dramaturga, contista, cronista, poetisa e romancista. Mais informações nos sites: www.loudeolivier.com e www.loudeolivier.com.br
As poesias podem ser essas que, creio, resumem meu trabalho como poetisa. São elas: Demônios da paz , O tempo e os funerais e Oração do equilibrio... coloco as tres a seguir
loudeolivier@terra.com.br