NO ANO QUE FALTA INVERNO OPOBRE SOFRE DEMAISCrispiniano Neto É de cortar coração,os pobres na indigênciae o serviço de emergênciaem atraso e confusãoSenhor ministro, o sertãonão tá suportando maisnesses dias nossa paz,pode tornar-se um infernoNo ano que falta invernoo pobre sofre demaisRezando prá São Josérouba santo em procissãoquase louco estende a mãonos últimos degraus da fém ...
NO ANO QUE FALTA INVERNO O
POBRE SOFRE DEMAISCrispiniano Neto
É de cortar coração,
os pobres na indigência
e o serviço de emergência
em atraso e confusão
Senhor ministro, o sertão
não tá suportando mais
nesses dias nossa paz,
pode tornar-se um inferno
No ano que falta inverno
o pobre sofre demais
Rezando prá São José
rouba santo em procissão
quase louco estende a mão
nos últimos degraus da fé
mas vê que a seca não é
por ordem de satanás
a culpa é de quem não faz,
nada, mas diz: - Eu governo
No ano que falta inverno
o pobre sofre demais
Governo, tenha coragem
de melhorar o sertão
com planos de irrigação
reforma agrária e barragem
com crédito e açudagem
que não vai ter seca mais
trabalhadores rurais
vão viver num berço eterno
No ano que falta inverno
o pobre sofre demais.
A peleja de Lula com MalufCrispiniano Neto
Agora quero atenção
De leitores e eleitores
Pra se ver Lula e Maluf
Como dois debatedores
Um defendendo oprimidos,
Outro a favor de opressores.
Pelejas de cantadores
No Brasil sempre se fez;
De Serrador com carneiro,
De Pinto com Milanês;
Agora é entre políticos
Um pobre e outro burguês;
Conforme todos conhecem
Lula é um operário,
Líder honesto e valente
E Maluf, um empresário,
Politiqueiro e corrupto,
Desonesto e salafrário.
Esta peleja se deu
No vídeo da Bandeirantes
Onde Maluf dizia
Derrotar todos gigantes
Mas no fim Lula mostrou
Os versos mais triunfantes.
Lula como nordestino,
Poeta pernambucano
Chegou de viola em punho
Pra pelejar sem engano;
Maluf, muito elitista,
Se apresentou com um piano:
LULA - Maluf, trema nas bases,
Porque é chegada a hora
Que quem tá em cima, cai;
O pau mais forte se tora
E agora todos seus podres
Serão botados pra fora!
MALUF - Homem que é homem não chora
Quem não pode se sacode;
Sou a força reforçada
Hoje ninguém lhe acode,
Porque eu acho 'infeliz
Todo poder que não pode'.
LULA - Um fio do meu bigode
Não treme em sua agressão,
Eu quero é analisar
Os problemas da nação,
Cantando um Brasil Caboclo1
De Mãe Preta e Pai João!
MALUF - Não sei como é isso, não,
Pois nunca fui violeiro;
Você que me provocou
Pode começar primeiro
Que eu vou ver se acerto
Na sombra do seu roteiro.
Biografia:
Joaquim Crispiniano Neto, natural de Santo Antônio do Salto da Onça é um homem multifacetado: engenheiro agrônomo, advogado, jornalista, violeiro, repentista, cordelista, produtor cultural e ex-candidato a prefeito e a vereador de Mossoró, e presidente da Fundação José Augusto - Fundação de Cultura do Rio Grande do Norte desde 2007, é membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel
crispinianoneto@gmail.com