Quem vai carregar o pote?No vai e vem da vidaCada um faz o seu destinoSeja jovem, velho ou meninoVão tecendo a rede Pra matar a sede Pra enganar a fomeCidadãos sem registroPessoas sem nomeEntão pergunto: e agora? Quem vai carregar o pote?A fome a misériaPulsando a revolta Na mente ou na artériaNovamente pergunto: e agora? Quem vai carregar o pote?O pote é ...
Quem vai carregar o pote?
No vai e vem da vida Cada um faz o seu destino Seja jovem, velho ou menino Vão tecendo a rede Pra matar a sede Pra enganar a fome Cidadãos sem registro Pessoas sem nome Então pergunto: e agora? Quem vai carregar o pote? A fome a miséria Pulsando a revolta Na mente ou na artéria Novamente pergunto: e agora? Quem vai carregar o pote? O pote é a vida Que anda pesando Ninguém se importando Com esse pesar Ter que caminhar Sem eira nem beira Na alma estradeira Sem ter opção Na vida jogado Pra sempre marcado Vai ser rejeitado Por ter pés no chão Os pés calejados O corpo cansado Do eterno penar Levando essa sina Sem ver nem a crina De um belo cavalo Pra ir bem montado Com o vento a soprar Soprando euforia Trazendo alegria É que o queria Sem pote a pesar São almas sem corpos E corpos sem alma Vivendo sem vida Sangrando a ferida E eu vou questionar; E agora quem vai carregar o pote? O pote é pesado E o povo cansado Não quer carregar O pote é a vida Que eu mesmo carrego Perdi o meu ego Não sei quem eu sou
Prostituto País
Prostituto é o país Em que meninos e meninas Não têm nenhum horizonte Como folhas caindo aos montes Eles vivem a sofrer Por quão dura é sua sina Por isso desde menina Já começa a padecer Por falta de uma lei de vergonha Vem recebendo a cegonha Pra trazer mais um sofrido Isto é que tem sido A infância do Infeliz Dos adultos virarem meretriz A vagar por toda a ZONA Essa infância não cumpre etapas Vivendo a levar tapas De todos que sem respeito Já se acham no direito De bater no que está morto Pois já não sentem as pancadas Ignoram as mancadas E a injustiça social Batendo na infância morta Que de tanta dor suporta Apanhar e não sentir Vivendo como objeto Até virar dejeto Nos esgotos da cidade Sofrendo opressão De quem os rejeita Só lhe restando a sarjeta E os restos de solidão Esse é um país prostituto Por isso eu estou de luto Vendo a infância morrer O que mais me angustia É saber que a dinastia Vive na pederastia Finge não ter conhecimento E em muitos desses momentos Também o infante alicia Enquanto os sentencia E a lei silencia Por isso mesmo vicia O juiz inoperante Jogando -os num abrigo Expondo-os aos perigos Sem impor nenhum regime Criando a escola do crime Pra jogar na sociedade Por não ter capacidade De gerar educação Usando como fachada o turismo Deixando no ar o cinismo O que deseja de verdade É promover a promiscuidade De país entre país
Ação e Reação
O homem joga por terra Tudo que tem de graça Agora teme a desgraça Vê a terra tremer O vento lhe derrubar A onda maior que o mar Vendo tudo, tudo se acabar E não pode se defender Melhor se acostumar Por não saber dar valor Fica ao sabor dos eventos Enfrentando mil tormentos Vivendo a lamentar Quando era para cuidar O homem só devastou Agora sente as conseqüências Que virão sempre em seqüência Pelo mal que provocou.
biografia: Sírlia Sousa de Lima ,Pedagoga formada pela Universidade Federal do Rio grande do Norte.Sou uma pessoa sensível,inquieta, educadora e poeta.Nasci na cidade de Mossoró RN e adotei Natal como a cidade do meu coração. Sou casa da com Jonas Alves de Lima[O amor da minha vida]Sou casada há 26 anos e, com ele eu \'começaria tudo outra vez, se preciso fosse meu amor\'... mãe de Jonas Alves de Lima Júnior,25 anos, Suelen Lima 23 anos e Susan Caroline Lima 21 anos.[São todos bençãos divinas]Sou mesmo abençoada! atuo como professora de educação infantil no Município de Natal RN.[Rede pública]Faço parte da união dos cordelistas do Rio grande do Norte e sou muito apaixonada pela Literatura de cordel.