Vísceras da dorQuero falar – expressarExplodir - gritarPor ao ventoQuestionar a divindadeIr além do imaginário Árido do homemEstancado – fincado Ir além – longeArgumentar a casualidadeIrar – me!Rogar ao divinoArrebatar o medoTirar das entranhasA dor... do homem mortal * * * * * * Grito JuguladoNão se moveNem se comoveMantém-seRefém do sentimentoAlém fronteiras versadasOra! A quem ...
Vísceras da dor
Quero falar – expressar Explodir - gritar Por ao vento Questionar a divindade Ir além do imaginário Árido do homem Estancado – fincado Ir além – longe Argumentar a casualidade Irar – me! Rogar ao divino Arrebatar o medo Tirar das entranhas A dor... do homem mortal
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Grito Jugulado
Não se move Nem se comove Mantém-se Refém do sentimento Além fronteiras versadas Ora! A quem? Mantém – se Pedi alguém Espera em algum lugar Mas, mantém – se Dominado - reprimido Ebulição de pensamentos Frisson de emoções Mantido... Grita – explode Contra a repressão – invejosa Reflexão da escória Que escora nos princípios Mantém-se Retém – se Isola-se Atrofia os sentimentos Ignora - se
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Elevar
Que mistério envolve o fenecer? O temor? O inexplicável? O transcendental? Viagem sem destino Para dentro-profundo Sem fronteira – sem estada Sem estação – sem baldeação Sempre com passageiros... Sem direção – sem rumo Ao esmo – plumas Levadas – arrebatadas Questionadas – indagadas Sem revelação – ação Do trem sem estação
BIOGRAFIA: Eliene Aparecida Ferreira Graduada em História pela UEG-Universidade Estadual de Goiás, com licenciatura plena. Tem poemas publicados no Jornal da Terra, de Cassu-GO. Paralelamente à Educação tem dedicado à publicidade, promoção e vendas. Adora tudo que é dinâmico, que expressa movimento. Abomina inércia e apatia.