Planeta mágoa Águas que movem moinhos São as mesmas águas Que encharcam o chão E sempre voltam humildes Pro fundo da terra Pro fundo da terra... [Planeta Água, Guilherme Arantes]Com voz rouca,a Terra grita por socorro;a terra é muita,o povo é tanto,mas a água já é poucae o planeta de ...
Planeta mágoa Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra... [Planeta Água, Guilherme Arantes]Com voz rouca,
a Terra grita por socorro;
a terra é muita,
o povo é tanto,
mas a água já é pouca
e o planeta desaba em pranto.
E este Planeta Terra
que já foi chamado Planeta Água,
nem mesmo pedirá socorro
quando a água for tão pouca
que nem chegue para as lágrimas.
E então o Planeta Água
será chamado planeta mágoa.
Ensaio Sonho lindo que se foi
Esperança que esqueci
Foi por medo de perder que eu perdi [Sonho lindo – Carlos Colla]Ensaio proximidades
nunca antes imaginadas
e, em altas horas,
sou sombra desajeitada
que sonha invadir seu sono
com longas carícias.
Só de ver você sonhar
me acabo em mil delícias.
Todas as mulheres em mim m meu corpo habita uma só mulher;
de carne e osso, uma mulher com defeitos
como outra qualquer.
Em minha alma, também com defeitos, porém arco-íris,
coabitam diversos efeitos, como em um jogo de luzes.
Nela habitam várias mulheres, algumas reveladas e sem véus,
outras escondidas sob disfarces, capuzes :
a mulher doce e meiga, brincalhona e calma,
mas também a valente guerreira,
sempre entregue às lutas, sempre inteira,
disposta a enfrentar preconceitos,
a lutar com firmeza por seus direitos.
Em minha alma habita sobretudo a mulher do povo
e também a mulher-confiança em um mundo novo.
Todas as cores, adicionadas a diversas formas,
minha alma respeita as normas externas,
mas segue sobretudo suas próprias normas.
Em minha alma, repleta de verdades inteiras,
de veleidades secretas,
capaz de vícios e virtudes discretas,
capaz dos grandes gestos de afeto,
ousados às vezes
às vezes insanos,
mas também das pequenas maldades
que vêm do mais profundo
do ser humano
habitam todas as mulheres do mundo.
Biografia:
M. Esther Torinho Capixaba, graduada em Letras [Português-Inglês] e Psicologia , Mestrado em Estudos Literários pela Universiade Federal do Esp. Santo. Membro das Academias Espírito-santense de Letras e da Academia Camocinense de Letras.
Professora de Português [aposentada] do Muncípio de São Paulo, Ex-Professora de Inglês em escolas de línguas, Ex-Orientadora de Informática Educativa, também atuou na Sala de Leitura na PMSP.
.Webdesigner e Artista Plástica, tendo já participado de algumas exposições Coletivas no Brasil e uma em Portugal.Escreve poemas, crônicas, contos, ensaios e artigos acadêmicos.
Prêmios: Medalha de Ouro no Concurso da Gazeta e Biblioteca Infanto-Juvenil de Vila Prudente em 1988 e um prêmio em Abril/2002 no 3O. Concurso Blocos de Poesia com o Livro Gotas de Orvalho e 3o. Lugar no Concurso Nacional de Poesia - Prêmio Jacy Pacheco - promovido pela Associação Niteroiense de Escritores em 2002,além de vários outros em Concursos de ãmbito nacional e internacional, além de vários outros em Concursos de âmbito nacional e internacional.
Além dos livros já publicados - Pássaro Migrante. Pescadora de Estrelas e Sementes de Fogo [Poesia] e Maré Vazante [Crõnicas e Contos], tem outros já escritos e inéditos. Participa de inúmeras Antologias Nacionais e Internacionais.
escritora@versoereverso.pro.br