Eixo do mundoCaminhando sem direçãoSeres errantes em trilhos sem luz eSem sinalizaçãoSão filhos da escuridão.Nos natais enchem de velas lâmpadas grandesE pequenas as casas, ruas e lojas.Clareiam as vitrinas, trazem ilusões.Mas cadê a visão?Lojas lotadas com mercadorias importadasNas portas das lojas, guarda montada.\'São so ...
Eixo do mundo
Caminhando sem direção Seres errantes em trilhos sem luz e Sem sinalização São filhos da escuridão.
Nos natais enchem de velas lâmpadas grandes E pequenas as casas, ruas e lojas. Clareiam as vitrinas, trazem ilusões. Mas cadê a visão?
Lojas lotadas com mercadorias importadas Nas portas das lojas, guarda montada. \'São soldados armados amados ou não.\' Então, temerosos vigilantes de profissão.
Se entra nas lojas um grupo de jovens morenões. O guarda alerto, procura o ladrão. De olhar vidrado vai logo em cima Dos visados cidadãos.
Nas esquinas nos becos ou qualquer outro lugar. Lá se vê gente decente, tateando tentando acertar, Acertar o caminho que a vida lhe dá. Ofertam-lhe uma saída bastante circular.
Anda. Anda. Rola. Rola anda, rola e sai sempre no mesmo lugar! Seja pobre ou rico preto ou branco, Tem que remar a canoa. Quem sabe remando a canoa? A vida um dia fica boa!
Ego
Que seja eu o veículo Que por mim se escreva a dor A pequenês de um ser amesquinhado Que seja eu torto morto Ou, que seja eu torturado
Eu sem ego espezinhado Na labuta de cada dia Mas que seja eu maltratado Que morria dia a dia E por ti, no esquecimento enterrado
Que seja meu o teu sorriso frio E teu o meu muito penar Mesmo na maior agonia Que eu seja lírio nesse lugar
Na força ardente um lamento Para o seu deleite vadio Que seja eu a te encher de encanto Mesmo que eu esteja vazio
Que eu seja o teu maior amor E que te abrigas do frio Carrego nas entranhas a dor Seu clamor é meu desafio Que seja eu o teu penhor.
Louvor a arte
Meu coração esta cheio de amor De um amor tão grande sideral Que nele não cabe espacial Por mais que eu grite visceral Por mais que eu esperneie lateral Que suba montanhas na vertical E atravesse mares natural O meu coração não cansa
Mesmo que eu me quebre em mil pedaços E rasgue inteira minhas entranhas O meu coração não cala Não se satisfaz
Este coração é mais forte Porque nele e só ele Tem este amor assim Tão grande
Por mais que eu cante Por mais que eu louve Por mais que eu durma Por maior que seja meu sorriso
Ainda assim o meu coração E maior porque nele e só nele Pode morar o amor O amor pela arte.
biografia: Maria da Conceição Rodrigues Moreira Nasceu em Ubá - zona da mata de Minas Gerais/Brasil. Publicitária , escultora, restauradora, artista plástica e poetisa.