SAUDADES E DESEJOS – CERTEZASVejo-teInvade-me, não sei mais se a saudade...Ou o desejoSinto-teFecho os olhos de vontade...Preciso de teu beijoMiro-teTeu longo vestido escarlate...Arrepios de gracejoLembro-nosVejo-nosSinto-nosMiro-nosSonho-nosTu me dás a certeza de que tudo ao teu lado é bom!O azul me faz crer que somos um do outro.Yury Vieira Tupinambá de Lé ...
SAUDADES E DESEJOS – CERTEZAS
Vejo-te
Invade-me, não sei mais se a saudade...
Ou o desejo
Sinto-te
Fecho os olhos de vontade...
Preciso de teu beijo
Miro-te
Teu longo vestido escarlate...
Arrepios de gracejo
Lembro-nos
Vejo-nos
Sinto-nos
Miro-nos
Sonho-nos
Tu me dás a certeza de que tudo ao teu lado é bom!
O azul me faz crer que somos um do outro.
Yury Vieira Tupinambá de Lélis Mendes
Montes Claros-MG, 22/01/2011.
2]
O JOVEM AMOR DO LORDE DA LUZ
CANTO I
Onde está a geratriz do amor?
Parei onde estava, e agora pr\\\'onde vou?
Que me fizeste, oh, amor, senão anafilaxia?
Faz de teus olhos, grande de Lagash, meu guia.
Dê-me tuas asas e tua visão
Para mais alto que um gavião
Enxergar d\\\'onde emana a labareda e a dor
A labareda da esbórnia que nos apraz
E a dor do labéu que a desfaz.
ANTO II
Oh, frio beijo da morte
Máxima expressão da vida
Não sei se encontrar-te é sorte
Mas constitui-se uma saída
Em teus olhos encontro o alento
Em teus braços entrego meu sofrimento
Se este não é um gesto forte
Assemelha-se, ao menos, à dignidade
Que ao teu lado é apenas vaidade
CANTO III
Grã-valia têm teus ósculos afoitos
Que nem os tesouros de Sion
Nem as mancebas de Marseille e Lyon
Permuto pela forma de teu oito
És mais bela que as ítalo-condessas
Miladys de Nápoles: Christinas, Therezas
Como o astro-brilho de teus olhos não há outro
Olhos-mar, princesa! Vem do teu mundo setentrional
Viver a labareda de minha paixão surreal
CANTO IV
Faça de meus braços o teu valhacouto
Oh, íris de meu céu
Apartes-te desse outro
Pra não tomares mais do cálice de fel
Juro buscar-te n\\\'um unicórnio
Como cavaleiro exceler e esbórnio
É co\\\'a sandice d\\\'um louco
Que me exaurirei de amar-te
Enquanto não for tarde
CANTO V
Não lhe ouço nessa égloga
Onde estás? Nem um decibel!?
Em Cairo, em Séphora?
Algures? Exânime? No Céu?
Oh, não! Estás ao lado daquele outro
E eu aqui, evicto, livre, leve e souto
Foge-me a razão, Cega-me a névoa
Porém a esbórnia é meu égide
Vá entender-me, quem? Talvez Freud?
CANTO VI
E Vós Senhor D\\\'us dos mal-amados,
Dizei-me Vós, onde Vosso Filho está?
Se vos importais com os descasados?
Ou se Vosso nome é YHWH ou Allah?
Se somos egrégios ou mui analógicos?
Se Elohin nos ver santos ou sórdidos?
Se Vossa Misericórdia não vê que estamos arados
\\\'Oh meu auxílio, bem depressa nos ajudais\\\'
MAKTUB! AMEN! Aguardo Senhor, falais
*
Vejo o prisma do Leão e D\\\'Águia
E na cuja Magen David
Todo o tempo que perdi
Sem as cunhãs da Europa e d\\\'Ásia
Talvez eu não veja mais brilhar
Sobre tua lívida cútis, teus olhos-mar
Nesses trópicos que um dia
Tostaram a cútis de um certo Sousa: Tomé,
Ou talvez eu não queira ser como o foi José
CANTO VII
Agora vejo a liberdade
Porém percebo que te amo deveras
Mas quero atravessar vales, subir serras
E no raio da imensidade
Sem amuar, sem apoteose, sem aporia
Gozar a vida, colher o dia
Talvez, quando bater a saudade
Eu venha co\\\'a minha labareda
E fecham-se as cortinas de seda.
YURY VIEIRA TUPYNAMBÁ DE LÉLIS MENDES
MONTES CLAROS-MG, 09/2009
3]
Princesa Terra Alta
Denuncia o albor a candura de tuas águas
Erguida Extrema, adornada Infante da Foz de Assis
Terra d’um só sorriso, d’um sorriso feliz
Avante ao Progresso! Não te tornes crisálidas
A Senhora da Conceição perdoe às tuas mágoas
De teus filhos íngremes e vis
Onde te renegando aos teus, fez-te infeliz
A dar-te feição, de princesa pálida
Todavia, prossigamos com um decurso novo
Lave-me com teu candor fluvial
Reine Princesa-Mater, para o teu povo!
Assente o teu trono na Terra Alta
À borda do Chico! Exalto-te e te louvo
Oh, Alteza! A Benção não lhe falta!
Yury Vieira Tupynambá de Lélis Mendes
Ibiaí-MG, 08/01/2011
Biografia:
Yury Vieira Tupinambá de Lélis Mendes
Nascido no dia 12 de outubro de 1992, na cidade de Montes Claros-MG [Brasil], Yury Vieira Tupinambá de Lélis Mendes vem de uma tradicional família ligada às ciências, letras e artes: seja através dos Tupynambás, ou dos Mendes. É acadêmico de Direito da Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES. Aos 18 anos, fundou um jornal, juntamente com o seu amigo, Maicon Tavares. Além da Literatura, dá-se, também, à Política. Teve como grande incentivador de seus dotes artístico-literários o seu tio, o Professor Romildo Ernesto de Leitão Mendes. Yury Tupynambá Mendes é jornalista, poeta, cronista, romancista, contista, etc.
yuryvmendes@hotmail.com
yurycatmail@hotmail.com