QUEROQuero as flores que colhi no seu jardimPara enfeitar meus dias tão vaziosQuero as borboletas coloridasE os pássaros que cantam de manhãQuero o silêncio dos seus olhosE o descansar da tarde que chegaQuero o afago dos seus lábiosA tocar meu rosto devagarQuero a brisa dos seus gestosA me procurar sem direçãoQuero suas certezas duvidosasE seu planos incertosQuero a tempestade da paixãoPra ...
QUEROQuero as flores que colhi no seu jardim
Para enfeitar meus dias tão vazios
Quero as borboletas coloridas
E os pássaros que cantam de manhã
Quero o silêncio dos seus olhos
E o descansar da tarde que chega
Quero o afago dos seus lábios
A tocar meu rosto devagar
Quero a brisa dos seus gestos
A me procurar sem direção
Quero suas certezas duvidosas
E seu planos incertos
Quero a tempestade da paixão
Pra confundir os nossos mundos
Quero o tempero do seu medo
E a segurança do seu sono mais profundo
CAIS Há tempos meu coração está no cais
Observando os mistérios do mar
As formas infinitas e sedutoras
Os improvisos que estremecem a alma
Há tempos meus pés estão no ar
Há tempos eu busco um que de liberdade
Mas o mar me traz incertezas
Que o sol insiste em levar na bagagem.
Eu posso não ser uma águia que alcança vôos altos
Nem ser o horizonte que cruza um caminho
Eu posso não ter a grandeza do luar
Nem possuir a voz do vento
Mas há tempos eu levo um grande silêncio no olhar
Porque meu inquieto coração na dúvida
Não sabe se fica no cais
Ou se lança no mar
PÁSSARO SELVAGEM Ontem o sol nem apareceu
Eu também me escondi
Não tem feito tanta diferença assim
Estar dentro ou fora
O encontro sempre é um desencontro casual
A medida das coisas quase sempre é sem proporção
A infinidade da minha alma, não cabe na imensa calma
Que preciso ter para não perder meus ais
Vejo a vida com em uma floresta densa
Que me traz frescor e ao mesmo tempo me dilui
Nas tempestades que ocorrem no fim da tarde
Eu escuto pássaros
E os rugidos dos leões famintos que querem me devorar
Tenho a sensação de estar desprotegida
A densidade deixa a floresta escura
E a escuridão tira meu sossego
Nesse cenário sou como um pássaro selvagem
Que procura por um abrigo seguro
Com medo de se tornar prisioneiro
Biografía:
Ana Paula Fumian é natural de Caratinga / MG, mas atualmente reside em Juiz de Fora/MG. Administradora de Empresas escreve desde os 12 anos de idade. Teve seu primeiro trabalho publicado no livro Latinidade Poética e atualmente publica os textos no seu blog:
http://apfumian.blogspot.comapfumian@gmail.com